As
roupas são desenvolvidas conforme a quantidade
de material e cores que vai armazenando. Usa sua
experiência em tricô, crochê,
bordado, macramê, pintura, escultura, corte
e costura para desenvolvê-las. À técnica
que desenvolveu deu o nome de “Reciclotô”,
pois não é tricô e nem crochê,
apesar de utilizar em algumas peças a mistura
dessas. “Eu me defino como uma ‘recicloteira’.
Dedico minha vida a pesquisar, criar, ensinar e
divulgar minha técnica e a importância
da reciclagem”, explica.
Com a divulgação dos seus desfiles,
mostras e oficinas, Consuello quer despertar uma
nova consciência nos espectadores de uma maneira
direta e diferente da convencional, sem muita conversa,
mostrando na prática essas roupas de material
reciclado com novas formas e volumes. Assim, espera
uma mudança nesse público, em suas
atitudes em relação ao problema do
lixo, sua reciclagem, e consequentemente, da escassez
e da contaminação das águas
e do meio ambiente. “Minhas peças são
mais do que um artesanato, são obras de arte
que criei com o propósito de mostrar que
o lixo reciclável tem que ser tratado não
como lixo, mas como uma fonte que pode gerar renda
usando a criatividade que, graças a Deus,
é infinita”, conclui a artista plástica. |