De olho na balança

Filhos de pais obesos têm 80% de chances de ter obesidade.

O Brasil é um país de disparidades, tanto econômicas quanto sócio-culturais. Enquanto grande parte da população passa fome e sofre com a desnutrição, a obesidade infantil triplicou nos últimos 20 anos, tornando-se um problema de saúde pública.


A Dra. Lillian Zaboto, pediatra especialista em obesidade infantil e coordenadora do Departamento de Obesidade Infantil da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade) diz que um dos principais motivos que levam uma criança à
obesidade é a vida sedentária em frente à televisão, ao computador e a videogames. Nesses casos, além da criança não gastar quase nenhuma energia, ela tende a consumir mais alimentos, dentre os quais, os mais populares são os salgadinhos fritos e os refrigerantes.

A prevenção da obesidade infantil deve se iniciar na gravidez. A mãe não pode ganhar muito peso e deve ter uma alimentação balanceada. Após o parto, o leite materno deve ter sua quantidade e horários controlados: “Com o crescimento, a oferta de alimentos deve ser adequada à cada faixa etária, balanceada e deve conter sempre frutas, verduras e legumes; e é preciso evitar o consumo de doces e guloseimas. Além disso, os pais devem incentivar a prática de atividade física na infância”, afirma a Dra.
 
Estudos comprovam que filhos de pais obesos têm 80% de chances de serem obesos e, se apenas um dos pais for obeso, ainda assim o risco sustenta-se em torno de 50%. O alto consumo das refeições estilo “fast-food” da sociedade moderna agrava ainda mais esse quadro. Antigamente, com a velha combinação arroz, feijão, bife e salada, os índices de obesidade infantil eram muito mais baixos.


Quais problemas a obesidade infantil traz?
Durante a infância, a criança obesa tem mais chances de ter doenças dermatológicas como estrias e micoses, doenças ortopédicas, respiratórias e distúrbios psicológicos, como queda da auto-estima e até depressão. No futuro, esta criança terá mais chances de se tornar um adulto obeso e sofrer com problemas como hipertensão arterial, diabetes, aumento de colesterol e triglicérides, com altos riscos de enfartes e derrames mais precoces.

O que fazer?
“Primeiro devemos dar o exemplo. Os filhos se espelham nos pais. Se os pais têm um estilo de vida saudável, com prática de atividade física, os filhos terão os mesmos hábitos. Se a família tiver hábito sedentário, provavelmente os filhos também serão sedentários”, afirma a Dra. Lilian.

Incentive seu filho a fazer esportes e cuidar de sua saúde também. Nada de exageros desnecessários e longas horas na frente da televisão ou computador. Mexa-se!

 






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Dra. Lilian Zaboto

Pediatra e especialista em obesidade infantil
Clínica Lílian Zaboto
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