Responsabilidade Social

30/05/2017 16:05 - Atualizado em 30/05/2017 16:05
Projetos mostram que o Brasil pode melhorar seus índices de reciclagem
Residenciais da Alphaville Urbanismo conseguem índices de reaproveitamento de resíduos superior a países europeus
Aline Fraticelli

A cada ano, a coleta seletiva de materiais recicláveis ganha novos adeptos. No entanto, países como a Alemanha e a Áustria se destacam, pois conseguem reaproveitar mais de 60% dos resíduos sólidos secos gerados, segundo dados da Agência Europeia do Ambiente. Já no Brasil, os dados do Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem) revelam que, até 2016, 85% das pessoas não tinham sequer acesso à coleta seletiva, programa que está presente em apenas 18% dos municípios. A boa notícia é que o país possui potencial para crescer neste aspecto.

Em Santana do Parnaíba, as parcerias com a prefeitura local e as cooperativas de reciclagem conseguiram fazer com que 43% dos materiais recicláveis fossem efetivamente encaminhados para este fim, índice maior que a de alguns países desenvolvidos como Espanha, França e Itália. Do total dos resíduos produzidos em uma residência, cerca de 31% é composto por material potencialmente reciclável. Considerando que a coleta de porta em porta é feita apenas em metade do território do município, pode-se ter uma ideia do potencial deste projeto.

Grande parte dos residenciais da Alphaville Urbanismo pelo país busca repetir o modelo de sucesso aplicado em Santana do Parnaíba. Esta é uma preocupação que vem desde a fase de construção dos empreendimentos, na qual a Alphaville Urbanismo busca o reaproveitamento de todo o material utilizado na construção dos empreendimentos. Uma boa parte, por exemplo, é doado para comunidades locais para serem usados em obras particulares.

A reciclagem que transforma realidades

Ações construídas coletivamente incentivam a reciclagem e, além de contribuir com o meio ambiente, proporcionam transformação de vida para diversas pessoas. A Fundação Alphaville, OSCIP que promove a construção de novas soluções para o desenvolvimento (das pessoas e dos territórios), pauta seus projetos na identificação e fortalecimento do potencial de cada comunidade para construir, junto com os envolvidos, as melhores soluções para as problemáticas locais.

Entre os projetos que se destacam está a Cooperativa Unindo Forças, de Barueri. A então lavadeira Jordânia Pereira, que se incomodava com as cinzas da queima dos paletes descartados incorretamente e que sujavam suas roupas no varal, uniu-se a outras moradoras locais para dar novo uso a esses itens e transformar o problema em renda extra. O trabalho, estruturado e profissionalizado com a equipe da Fundação Alphaville, atualmente reaproveita os insumos para a construção de móveis ecológicos. A Cooperativa, que hoje conta com aproximadamente 11 cooperados com renda mensal em torno de R$ 1.200, já atende a grandes clientes, como a loja Tok&Stok.

Com a mesma proposta de reaproveitamento, um novo projeto em Carapicuíba está animando os moradores locais. A Nova Limpet, cooperativa que tem como objetivo utilizar garrafas pets para produzir vassouras ecológicas, vem contribuindo com a reutilização destes resíduos e com a geração de renda local. A iniciativa, parceria entre Fundação Alphaville e Associação São Cosme e São Damião, é formada predominantemente por mulheres e já vêm computando os primeiros resultados, demonstrando o potencial para auxiliar na renda das famílias da região.

Para mais informações, acesse www.facebook.com/fundalphaville

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