Caríssimos leitores,

No mês de abril se comemora o descobrimento do Brasil e a Inconfidência Mineira.

O artigo abaixo nos leva a uma reflexão sobre tudo o que já se passou desde a chegada dos descobridores e o que ainda necessitamos fazer.

Não se tem a pretensão, em absoluto, de estabelecer normas de conduta, mas, na verdade, levar aos leitores algumas possibilidades de melhorar a nossa sociedade.

Boa leitura!

Dr. José Almir
Presidente da 117ª Subseção da OAB/SP – Barueri
 
 
 
Descobrimento do Brasil e Inconfidência Mineira

Após, conseguimos a independência, a soberania e o fortalecimento das instituições democráticas


O mês de abril nos faz lembrar que, passados exatos 510 anos desde o descobrimento do Brasil, muito foi feito para que conseguíssemos a nossa independência, a soberania e o fortalecimento das instituições democráticas.

Hoje, podemos dizer que adquirimos mais do que a independência do nosso País. Além de soberanos, obtivemos a independência financeira, o que nos faz ser respeitados no Mundo inteiro, como uma Nação que sabe conduzir os problemas, e a nossa voz é ouvida em todo o Planeta.
 

Sempre fomos pacificadores, tanto isto é verdade, que foi o Brasil quem sempre soube cumprir fielmente as Missões de Paz às quais foi chamado para agir.

Aliás, faz parte da nossa história, desde o conflito no Canal de Suez (década de 50), pois o Brasil se destacou nas Missões de Paz, e atualmente podemos observar o trabalho dos Brasileiros no Haiti, que, indiscutivelmente, é o mais reconhecido, e o mais bem avaliado, o que nos dá autoridade moral para sermos respeitados e ouvidos.

O espírito do brasileiro é de Paz, tanto assim que, até mesmo em um assunto polêmico como a pesquisa e o desenvolvimento da energia nuclear, só se admite para fins pacíficos, (vide, CF – Art. 21, Inciso XXIII, alínea “a”).

Mas não foi fácil, desde os índios, passando pelos inconfidentes, pelos abolicionistas, e pelos heróis da Resistência aos regimes ditatoriais, muitos fatos degradantes ocorreram até que conseguíssemos chegar onde chegamos.

É certo, também, que o restabelecimento das Instituições Democráticas ocorreu da forma mais harmoniosa possível, e hoje vemos que os esforços da grande maioria estão conseguindo neutralizar alguns sentimentos de represálias contra os que participaram da cena dos conflitos internos ocorridos no regime de exceção, decorrente da revolução de 1964.

Se soubemos resolver tantos problemas, até mesmo participamos na solução de conflitos em outros países, saibamos, então, aplicar a verdadeira paz e a justiça social entre nós, os brasileiros.

Assim, não podemos esquecer todos os que lutaram, sofreram e morreram, para que hoje sejamos um País independente, livre, soberano e democrático, e de instituições sólidas. Mais ainda, temos o dever de dar continuidade a este processo que faz a nossa sociedade caminhar para a evolução, e - o mais importante - em um dos fundamentos da própria Constituição Federal de 1988, que é a dignidade humana (Art. 1º, inciso III).

A expressão “dignidade humana” engloba todos os valores éticos e morais que possibilitam uma vida harmoniosa entre as pessoas, e, para que isto se concretize, devemos erradicar o preconceito, fazer valer a igualdade entre todos, educar e formar corretamente a criança e o adolescente, apoiar o deficiente físico, amparar o idoso, e, principalmente, fortalecer o verdadeiro sentido de família, que é a base da sociedade, (vide, CF – Art. 226), pois, a partir daí, certamente teremos uma sociedade justa e solidária.

Se muitos brasileiros suportaram tudo o que passaram, e obtiveram o que hoje nos beneficia, certamente conseguiremos levar adiante o que precisamos e temos o dever de fazer.

Tudo isto para lembrar que e reflexão é o que melhor nos auxilia para que melhoremos como pessoas.

 
 

















Dr. José Lazaro Suletroni

Coordenador da Comissão da Criança e do Adolescente
117ª Subsecção da OAB/SP - Barueri