“Enquanto o amor não vem...”
 
 

“Será que o grande amor existe? Nem nossa mãe, nem nosso pai ou nossos professores, apesar de suas boas intenções, nos prepararam para viver o processo de aprendizagem em busca do amor. Não o fizeram, porque não podiam. Primeiro, porque não sabiam valorizar os processos, só tinham sido ensinados a valorizar resultados. Depois, porque eles também foram educados e adestrados para olhar o mundo de fora, procurar aprovação na opinião dos outros, definir a sua própria identidade a partir da visão alheia”.

Não havia descoberta a ser feita, havia padrões de comportamento a serem seguidos. Nossas experiências, quando eram negativas, não eram oportunidades preciosas de aprendizado, mas fatos sujeitos à condição, com todas as culpas consequentes.

E assim nós crescemos, mulheres e homens, com essa ânsia de amor dentro de nós e com esse total despreparo para alcançá-lo.”

Do livro: “Enquanto o amor não vem”, de Iyanla Vanzant.

Palavras sábias desta escritora famosa e mulher admirável, que nos convida para uma viagem espiritual em busca do grande amor de nossas vidas, aquele amor com o qual sonhamos desde a tenra juventude, aquele que buscamos no mundo, na ânsia de preencher um vazio inexplicável, um grande buraco que existe dentro de nós.

Divulgo este livro com carinho, sabendo que posso colaborar, assim, com o entendimento dessas emoções profundas e muitas vezes confusas que habitam o nosso inconsciente, nosso imaginário e os sonhos de um amor verdadeiro.

Tenho observado que as pessoas buscam a completude no outro, a “outra metade da laranja”, como solução para o sentimento de falta, de carência, de vazio... Nos contos de fada, os príncipes e princesas vivem felizes para sempre e nada se escreve sobre o relacionamento de ambos, depois do “final feliz”. Não há referências sobre conflitos, sofrimentos e as possibilidades de fracasso que toda relação implica.

Toda vez que procurarmos o amor fora de nós, seremos carentes. Se o amor fosse realizável por meio do outro, sempre teríamos a necessidade de o outro chegar à nossa vida, e, em chegando, de nos amar, e, em nos amando, de permanecer nos amando para sempre. Estaríamos sempre nas mãos do outro.

Nascemos completos e feitos à semelhança de Deus, e como Ele, temos o poder de nos amar com tal profundidade que este amor cria raízes, lança sementes e floresce em nossa vida, nutrindo-a e criando laços de esperança e bem-aventurança.

A busca do amor dentro de nós mesmos tem o poder de transformar nossas experiências numa grande aventura. Coisas banais se tornam sagradas quando conquistamos a consciência de nosso verdadeiro valor, do valor de cada pessoa que cruza o nosso caminho, de cada gesto humano de misericórdia.

Quer ser amado? Saia amando! Amando a vida, amando a você mesmo, amando as pessoas, amando as lições que cada caminho traz. Esta forma de ser e de viver vai abrindo um canal de realizações interiores que se refletem no exterior e criam uma nova paisagem emocional nas nossas relações com o mundo.

O grande amor da nossa vida está dentro de nós mesmos e, somente quando o encontramos internamente, poderemos encontrá-lo fora!

Aventure-se!!!