Primeiro você! “Os últimos serão os últimos”

Toda vez que analisamos as mensagens que recebemos na infância, no período de nossa formação, percebemos que elas, muitas vezes, continham mensagens antagônicas à nossa felicidade.

Podemos citar um exemplo como “não fale de si – seja modesto” e o estrago que este registro negativo acaba fazendo na vida das pessoas. Estas palavras viram decretos que paralisam e acabam repercutindo no boicote à manifestação dos próprios talentos, até mesmo nos momentos necessários ao desenvolvimento de uma carreira profissional ou a uma relação equilibrada de amor ou amizade.
 
E quando recebemos um elogio, então? Imediatamente retrucamos com um “é gentileza sua”, ou pior, invalidamos o enaltecimento com o clichê “são seus olhos”... E aquilo que poderia ser uma qualidade reconhecida e expandida pela consciência, passa a ser objeto de vergonha e desvalorização.

Sabemos que a palavra tem poder. Muitas vezes repetimos pensamentos e ideias com as quais nem concordamos, pois esses registros são tão fortes que se transformam, pela repetição, em força poderosa para nos diminuir ou derrocar a auto-estima.

Façamos um contra ponto: primeiro eu. Sei o que sei e sei o que não sei. Reconheço minhas qualidades com a mesma humildade com que reconheço meus limites. Assumo o que sou e o que não sou. Busco a coragem para me fazer feliz. Ouso sair do ordinário para voar mais alto, feito Fernão Capelo Gaivota...

Escolher primeiro você, ao contrário do que nos ensinaram como sendo egoísmo, é consciência. É sair no mundo para se enriquecer de aptidões e de alegrias, esse combustível renovador das relações humanas.

O que uma pessoa alegre e feliz faz com quem está em volta? Contagia, não é mesmo? Conquista o dom de ser e de fazer feliz.

Faça isso e se preencha de amor. Mas não tenha medo, busque o amor dentro de você mesmo, pois, assim nutrido, você saberá escolher com sabedoria o momento de sair na dianteira e momento de oferecer com generosidade o melhor lugar.

Quem tem muito pode oferecer muito e ainda ficar abastecido, pode fazer concessões, porque tem muita liberdade... Tanta liberdade e tanta alegria que acaba transbordando, esparrama na própria vida e na vida de quem está em volta.

Quem se ama sabe dar amor e tem tantos tesouros dentro de si que conceder e partilhar se tornam um ofício.