Um encontro com você...
   
     
A reflexão é um processo prazeroso que nos permite alinhar os próprios sentimentos. É uma espécie de jejum espiritual, pelo qual podemos jogar fora o lixo com o qual sabotamos nossos próprios sonhos e nos abrir para experiências de liberdade. Por meio do silêncio e da reflexão, podemos fechar as janelas que distraem os nossos sentidos e sair em busca daquilo que é essencial à alma.

Pesquisas demonstram que quando fechamos os olhos cortamos a comunicação com o mundo exterior em setenta por cento. Os trinta faltantes
.acabam .acontecendo .com .a intenção clara de buscar a consciência sobre si mesmo e o gosto das próprias paixões.
 
 
Precisamos refletir mais e julgar menos. A reflexão abre um espaço de clareza dentro de nós, uma janela para luz, que nos permite sair dos comportamentos automatizados. Através dela tomamos consciência de que o piloto automático, e não a nossa consciência, está escolhendo a direção e os caminhos que vamos trilhar. Sem falar no excesso de velocidade que não nos permite desfrutar da paisagem, dos contrastes, das entrelinhas, daquilo que fica por trás das aparências, onde realmente subjazem os verdadeiros sentimentos.

O aprendizado não pode ser circunstancial; não, o aprendizado é uma escolha. Ele não pode ser regido por forças exteriores, pois, dessa forma, você aumenta suas experiências inconscientes e dolorosas. Sua vida vai rolando no desvio daquele que é o caminho principal, o que tem afinidade com os desejos e sentimentos que tornam você “mais você”.

Quando a vida acontece sem pausas, as influências externas e os pensamentos recorrentes intoxicam a sua mente e abrem espaço para que suas respostas se tornem reativas e emocionais. Você perde o domínio de suas ações e outra energia passa a comandar a sua vida. E o pior: faz isso sem que perceba que o faz.

O aprendizado é um processo pelo qual acionamos o poder de escolher pensamentos e palavras mais positivas, sentimentos baseados nas próprias aspirações e ações que valorizem a nossa humanidade. O mundo está carente de benevolência e compaixão. Se a humanidade não voltar os olhos para uma visão mais espiritualizada e amorosa do mundo e das relações entre os seres, em pouco tempo não terá mais onde se albergar.

Precisamos criar uma nova vida, precisamos nos tornar crianças novamente, ouvir aquela vozinha dentro de nós que reclama por um pouco mais de carinho, que pede colo, compaixão e ternura. Compaixão por nós mesmos. Como podemos esperar que os outros nos enxerguem, se o nosso olho espiritual, muitas vezes, se perde nas paisagens e não enxerga o próprio brilho?

O olhar inocente da criança que fomos ainda existe dentro de nós e se manifesta na pausa... no silêncio... na liberdade de olhar como se nunca tivesse visto. Do jeitinho que você fazia quando era pequeno, com assombro e admiração!

Precisamos desse olhar, precisamos dessa reconciliação...

A nossa criança pode nos guiar nessa direção, ela pode criar uma ponte entre a mente e o coração, pois tem o dom de exuberar a paz diante da vida, do outro e de si mesma.

Liberdade para ela!