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Agora é você com você!

“Nosso propósito nesta vida, portanto, é recuperar a saúde do olho do coração através do qual se pode ver Deus”, Santo Agostinho.

Você já parou para pensar onde a felicidade mora dentro desse templo sagrado que é nosso corpo? Ela habita nosso ser ou é apenas uma visitante que às vezes aparece, sempre anunciada por alguém ou alguma coisa que vem de fora?

Essa tal felicidade... Na infância, a felicidade permeia os mais simples acontecimentos, basta observar uma criança para reconhecê-la. A felicidade se faz presente no brilho dos seus olhos, podemos sentir sua magia ali, de prontidão, dia após dia.
 
Parafraseando S. Agostinho, a criança mantém diuturnamente “esse olhar do coração através do qual se pode ver Deus”. Sua inocência a mantém constantemente em estado de graça, numa alegria natural e benfazeja.

Às vezes confundimos alegria e prazer, mas, absolutamente, não se trata do mesmo sentimento. O prazer depende sempre de algo externo, está sempre vinculado a alguma coisa fora de nós. A chegada de alguém querido, a compra de um carro, um presente, a viagem dos sonhos, quem sabe um beijo apaixonado...

A alegria, não; ela não depende de alguma coisa externa, ela nasce dentro de nós e muitas vezes nem sabemos como começa, nem como termina. Não temos o controle sobre ela, mas sabemos perfeitamente quando ela chega. As coisas ganham um sentido novo, aliás, passam a ter sentido... tudo se encaixa e viver fica muito mais leve...

A alegria nos transporta para outros estados de consciência e através dela podemos sair da prisão da realidade objetiva de “tempo-espaço”. Sim, porque, quando você está feliz, as horas “voam”. Cadê o tempo? E quando você recorda um momento especial ao lado de uma pessoa geograficamente distante, ela se faz presente. Cadê o espaço?

A alegria, portanto, quebra a prisão das horas malvividas e desperta nosso potencial para suprir as necessidades internas e compreender valores intangíveis como a espiritualidade e o encantamento pela vida.

Para conquistar esse estado de alma, é preciso namorar o silêncio e seguir o caminho do coração, do sentir, do ser... Através da reflexão, podemos entender melhor a nossa vida e reorganizá-la de acordo com nossos princípios mais profundos, despertar talentos adormecidos e muitas vezes esquecidos, sentir o gosto de estar vivo aqui e agora.

Através dessa presença atenta, podemos eliminar de nossa rotina todas as coisas, atividades e contatos que não estão em sintonia com a nossa energia, abrindo espaço para novas e mais felizes experiências. A reflexão é um processo prazeroso e permite que você alinhe seus pensamentos, sentimentos, palavras e ações.

Através do silêncio, aquele silêncio de entendimento de você com você mesmo, nasce a meditação, o exercício da sua essência em ligação com forças maiores, com energias superiores. É o oficio de viver intensamente a busca de nosso divino propósito aqui na Terra e “recuperar a saúde do olho do coração”.

Dizem que, quando você ora, você fala com Deus; e quando medita, Ele fala com você...

Aquiete sua mente e procure este espaço interior na rotina das suas horas.

Fique disponível para viver o presente, pois somente nele você pode realizar os próprios milagres.