Pensar
em ação
Por Izabel Telles *
Já foi mais que explicado que as palavras têm
poder e que os pensamentos acionam nossos movimentos.
Pensamentos criam crenças, crenças transformam-se
em ações.
Os mais recentes filmes espiritualistas que são
exibidos na Internet, no cinema, ou oferecidos ao consumidor
em forma de DVDs, falam muito sobre isso.
"O Segredo", "Quem somos nós?",
as experiências do pesquisador japonês Masaru
Emoto, mostrando a influência dos nossos pensamentos
e desejos sobre a água que alimenta cristais de
gelo, em seu filme "O Poder da Água",
"As Sete Leis da Espiritualidade", |
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Ocorre que o ser humano é capaz de pensar com mais
emoção na dor e no negativo do que na luz
e nas pequenas e grandes vitórias de todos os dias.
Observe a mídia: a televisão gasta milhares
de horas de transmissão -e uma hidroelétrica
de energia-, exibindo as mais variadas formas de violência,
as mortes, as traições, a pedofilia, os
atentados, os assassinatos, os incêndios, as ações
policiais e tudo que o circo humano do horror pode produzir.
E se o faz é porque isso dá a eles audiência,
o que representa bilhões de seres deste planeta
grudados na telinha vendo, com emoção e
vibração (negativa ou positiva), as cenas,
garantindo aos canais de TV o faturamento com seus patrocinadores
que só anunciam se as televisões apresentarem
números concretos de audiência.
E a maioria das tentativas de fazer programas com boas
notícias acaba fracassando.
Ora, bem sabemos que a vibração emocional
é o clique da máquina de fotografar que
está em nossas células e é ela que
traz o acontecido para dentro de cada um de nós
e o torna realidade.
Num destes filmes de auto-ajuda, é dito que, se
você quer um carro novo, deve se sentir ao volante
dele, dirigindo, ouvindo o vento nos seus cabelos, vendo
seu pé direito acelerar a máquina, percebendo-se
observado por todos os que você admira.
Sugere-se que esta emoção seja construída
tal qual fosse real, somando-se a ela afirmações
do que se deseja conseguir. O áudio e o vídeo,
exatamente como são feitos nos storyboards
do cinema.
Portanto, e apesar do exemplo ser materialista e pertencer
à velha energia, usei-o apenas para você
perceber que o importante não é a simples
repetição do pedido, mas a vivência
da emoção que a realização
deste pedido vai lhe trazer.
Mais exemplos? Vou dar.
Uma pessoa quer muito se casar. O que estamos propondo
é que ela não faça o pedido de forma
simples, do gênero: "quero me casar",
mas que se veja entrando na igreja, ouvindo a música
da marcha nupcial, imaginando o som que o vestido faz
quando a barra toca o chão da nave da igreja, vendo
o sorriso de aprovação do noivo no altar,
o brilho do ouro das alianças sendo trocadas.
Enfim, imaginar o clima dos acontecimentos repleto de
emoções é mais eficiente para a mente
do que palavras ditas sem fé (sentimento).
Este é o princípio básico das visualizações
guiadas, da imaginação ativa, dos exercícios
com imagens mentais: unir o pedido (instrução)
à construção da cena emocional que
corresponde à obtenção do pensamento,
ou pedido (triunfo).
Você conhece, com certeza, o ditado que afirma:
“uma imagem vale mais do que mil palavras”.
Eu acrescentaria: vale, se esta imagem estiver acompanhada
de em moção (emoção) = em
movimento.
Sem querer ser profeta, eu diria que esta é a grande
revelação que os filmes acima citados tentaram
ilustrar com suas imagens. E é o caminho para a
reprogramação das imagens que povoam nossas
mentes.
A árdua tarefa é ir além das imagens
que foram impressas e buscar a imagem original, aquela
que pertence verdadeiramente à nossa alma. Ou seja,
a proposta aqui é limpar nosso universo de todo
o horror do mundo e voltar a imprimir imagens de confiança,
beleza, não-julgamento, paz, felicidade.
Sim, é uma árdua tarefa. Mas, possível.
Tente agora mesmo: pense numa pessoa e a imagem que esta
pessoa lhe transmite. Se for negativa, feche novamente
os olhos e pergunte o que está por detrás
desta imagem. Você poderá se surpreender
com o que vai ver e sentir! |