Em um de seus livros, Castañeda conta que, certa
vez, seu mestre mandou-o colocar o cinto da calça
na direção contrária à que
estava acostumado. Castañeda assim o fez, certo
de que estava aprendendo um poderoso instrumento de
poder. Meses depois, comentou com seu mestre que, graças
àquela prática mágica, estava aprendendo
mais rápido que antes.
- “Ao inverter a posição do cinto,
transformei energia negativa em positiva”, disse.
O mestre deu gostosas gargalhadas.
- “Cintos nunca modificaram energia! Mandei você
fazer isso para que, sempre que vestisse a calça,
lembrasse que está num aprendizado mágico.
Foi a consciência do aprendizado – e não
o cinto – que fez você crescer”.
Esta linda mensagem nos lembra que a consciência
é caminho para transformação, pois
por meio dela adquirimos o poder sobre o nosso destino.
A vida nos oferece muitas chances de crescimento, porém,
nossos comportamentos automatizados não nos deixam
perceber que ali, naquela situação, muitas
vezes, existem grandes oportunidades de aprendizado
e evolução. E o que acontece quando não
aprendemos a lição? A vida coloca a experiência
de novo no nosso caminho, de uma maneira sutil e generosa.
E se a gente não aprende nem assim?
A vida escolhe uma linguagem mais forte, através
do “caminho da dor”... Se você não
percebe a mensagem, vive como se fosse viver para sempre,
sem atenção e à mercê dos
acontecimentos, mas ela se encarrega de lhe mostrar
que não é assim. A dor vai ficando tão
grande que bloqueia a circulação da energia
na alma e no corpo, e você adoece. A vida faz
você parar à sua revelia e seus dias vão
se transformando, como se você não tivesse
o poder de gerir seus próprios sonhos.
Quando isso acontece, os espaços de paz ficam
cada vez mais esparsos e tentamos, a todo custo, matar
o guia que nos previne: A DOR. Ela aparece para nos
mostrar que as coisas não estão fluindo
e que, se as experiências negativas estão
se repetindo, ou a sua perseverança está
sendo testada, ou você precisa mudar de rumo.
Quando paramos de brigar com a dor e nos abrimos para
aprender as lições de cada experiência,
percebemos que o sofrimento só atinge quem precisa
dele. Se tivermos essa sabedoria, em vez de procurar
“culpados”, poderemos aproveitar os momentos
de silêncio e reflexão para observar os
sinais que recebemos ao longo da jornada, buscando sempre
o aprendizado que subjaz em cada situação.
Quando aprendemos e praticamos a nossa lição,
leia-se aqui, os verdadeiros motivos de estarmos vivos,
então a dor não será mais necessária.
A esta postura chamamos de consciência, reverência,
estado de oração, não importa o
nome, é o aprendizado por meio do amor. Os períodos
de paz e harmonia vão aumentando e você
começa a vibrar numa faixa elevada de energia
e, assim, a atrair pessoas e experiências que
estão vibrando na mesma freqüência:
Luz!
Começa então o grande vôo da liberdade,
ousado, emocionante e quando você olha para o
lado percebe que não está sozinho. Outros
seres também ousaram mais... Tiveram a coragem
de trocar o verbo “sobreviver” pelo “viver”.
Almas irmãs de mãos dadas, vibrando na
unidade de todas as coisas, dignas e merecedoras de
toda felicidade e abundância. A vida expande...
sua alma cresce... e a alegria é tanta, que elimina
o “tempo e o espaço”: você
começa a entender de amor e de eternidade.
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