Você prepara sua viagem com detalhes e esse pacote
de medidas, muitas vezes, causa um corre-corre insano
com malas, roupas, antecipação de providencias
e... você controlando tudo...
Este é um convite para uma viagem diferente,
a um destino mágico que, quando alcançado,
fecunda o coração da gente com uma alegria
verdadeira, capaz de transformar o programa mais banal
em grande acontecimento!
Muitas vezes a “expectativa do lazer” acaba
ocupando mais do nosso tempo do que o próprio
lazer. É como se tivéssemos que pagar
um elevado tributo para depois, somente depois, poder
relaxar. A energia despendida no “preparo da coisa”
não é proporcional ao benefício
recebido, o estresse demora para perceber que é
tempo de férias e fica fazendo companhia...
É o tal tributo, ele custa caro e o seu preço
aumenta conforme a sua inconsciência em relação
ao seu temperamento, seu próprio conceito de
felicidade: este programa realmente satisfaz os seus
desejos ou você está embarcando em crenças
e opiniões alheias?
Esta é primeira pergunta, e ela sugere uma reflexão
profunda: sair do comportamento automático, fazer
as próprias escolhas e perceber que a sua vida
está completamente em suas mãos.
A ansiedade, o estresse, a preocupação,
nos leva para o futuro. A tristeza, a culpa, o ressentimento,
nos remete ao passado. E assim, o presente vai escorrendo
entre os dedos e o tempo passa a ser o bem mais precioso,
a riqueza mais desejada.
Parafraseando Domenico De Masi, em Ócio Criativo,
“Aquele que é mestre na arte de viver faz
pouca distinção entre o seu trabalho e
o seu tempo livre, entre a sua mente e o seu corpo,
entre a sua educação e a sua recreação,
entre o seu amor e a sua religião. Almeja, simplesmente,
a excelência em qualquer coisa que faça”.
E o que é a excelência senão viver
o presente com consciência, leveza e liberdade?
Por que não quebrar as regras e os pré-conceitos?
Por que não ser menos eficiente e mais criativo?
Por que ficar refém “do que esperam de
nós”, amordaçados e sem vitalidade
para viver o “agora”?
Viajar é bom, mas viajar para dentro de nós
mesmos, tomando consciência de nossa essência
e de nossos limites, é melhor ainda. Você
pode até pensar que eu estou exagerando, mas,
na realidade, esta viagem é melhor, porque é
somente ela quem nos habilita a encontrar o verdadeiro
prazer em qualquer outra viagem.
Essa viagem interior nos confere o passaporte para a
percepção de nossos verdadeiros sentimentos
e aspirações e nos permite superar as
dinâmicas que nos distanciam de nós mesmos
e dos outros.
A presença, no momento presente, quer na vida
rotineira, ou no país mais exuberante do planeta,
é o que torna essa viagem mágica... é
o que faz a vida valer à pena.
Desfrute! Boas férias!