Ame-se! Isso não é egoísmo!
 
 

Sabe qual é a melhor sugestão para as férias de janeiro? Ame-se muito, leve a sua criança para passear, tomar sorvete, andar descalça, sentir a mesma liberdade que você sentia quando ia fazer piquenique e a alegria que antecipava a abertura do presente de aniversário.

Resgate essas emoções, olhe para dentro de você e leia com o coração esse texto inspirado de Osho sobre como se amar mais e melhor. Feliz janeiro!

“... A primeira amizade precisa ser consigo mesmo, mas muito raramente se encontra uma pessoa que seja amistosa consigo mesma.

... Ensinaram-nos a condenar a nós mesmos. O amor-próprio foi considerado como um pecado. Não é.

Ele é a base de todos os outros amores, e é somente por meio dele que o amor altruísta é possível.

Como o amor-próprio foi condenado, todas as outras possibilidades de amor desapareceram.

Essa foi a estratégia muito ladina para destruir o amor.

É como se você dissesse a uma árvore: “Não se alimente da terra, isso é pecado.

Não se alimente da lua, da chuva, do sol e das estrelas; isso é egoísmo.

Seja altruísta, sirva a outras árvores".

Parece lógico, e esse é o perigo.

Parece lógico: se você deseja servir aos outros, sacrifique-se; servir significa sacrificar-se.

Mas, se uma árvore se sacrificar, ela morrerá e não será capaz de servir a nenhuma outra árvore; de maneira nenhuma será capaz de existir.

Ensinaram-lhe: "Não ame a si mesmo". Essa foi praticamente a mensagem universal das pretensas religiões organizadas.

Não de Jesus, mas certamente do cristianismo; não de Buda, mas do budismo - de todas as religiões organizadas, este foi o ensinamento: condene a si mesmo, você é um pecador, você não tem valor.

E, por causa dessa condenação, a árvore do ser humano se retraiu, perdeu o brilho, não pode mais festejar.

As pessoas vão dando um jeito de se arrastar, não têm raízes na existência - estão desenraizadas.

Elas estão tentando prestar serviço aos outros e não podem, porque nem foram amistosas consigo mesmas.

... Eu não tenho nenhuma condenação, não crio nenhuma culpa em você.

Eu não digo: "Isto é pecado".

Eu não digo que o amarei só quando você preencher certas condições.

Eu o amo como você é, porque essa é a maneira que uma pessoa pode ser amada.

Eu o aceito como você é, porque sei que esse é o único modo que você pode ser.

É assim que o todo desejou que você fosse. É como o todo destinou-o a ser.

Relaxe e aceite-se e alegre-se - e então vem a transformação.

Ela não vem pelos esforços.

Ela vem pela aceitação de si mesmo com tal profundidade de amor e felicidade, que não há nenhuma condição, consciente, inconsciente, conhecida, desconhecida.

O amor é alquímico. Se você se amar, a sua parte feia desaparece, é absorvida, é transformada.

A energia é liberada daquela forma.

Todas as coisas chamadas de pecado simplesmente desaparecem.

Eu não digo que você as tenha que mudar; você tem que amar o seu ser, e as coisas mudam.

A mudança é um subproduto, uma consequência.

Ame-se. Esse deveria ser o mandamento fundamental.

Ame-se. Tudo o mais se seguirá, mas este é o alicerce."

Osho, The True Sage, # 4

 

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