Olha o bronze aí!
 
 

Bem-vindo o verão, saúda a maior parte dos brasileiros. Sol em excesso, turbinado pelos efeitos dos raios solares que passam impunes pelo buraco de ozônio, pode ser determinante para o surgimento do câncer de pele.

Neste mês convidamos o Dr. Ricardo Antunes, diretor do Instituto Paulista de Cancerologia e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia, para orientação de como devemos nos proteger e ao mesmo tempo aproveitar a praia e a piscina.

Época de férias, viagens pelo interior, montanhas, praias. A população, em especial os jovens, acaba se descuidando e nada de sombra, protetor solar ou de chegar à praia cedinho, e voltar para casa ou hotel antes das 10h e só retornar depois das três da tarde, alerta que vale também para os amantes dos passeios pelas montanhas e cidades do interior.

A cada ano, algo próximo de 150 mil brasileiros contraem a doença, segundo o INCA – Instituto Nacional de Câncer, o que é, sem dúvida, uma má notícia. Isso significa que, a cada quatro tumores, um é de pele. Para contrabalançar, a boa notícia é que se trata de um tumor com altos índices de cura, de quase 100 por cento, quando detectado e tratado no início. Mesmo o melanoma, o mais grave deles, quando tratado precocemente, é curado em mais de 90 por cento dos casos. Por isto é preciso muita atenção e manter um olhar atento para o seu corpo e o surgimento de manchas, pintas e verrugas estranhas.

Para o Dr. Ricardo Antunes, a explicação desse dado é simples. “Este é o período de vida em que, sem orientação adequada de proteção, o jovem se expõe por longos períodos ao sol, principalmente nas férias”, diz o médico.

Outro fator preocupante é que, como sabido, a personalidade descompromissada do jovem tende a ignorar coisas que não digam respeito ao instante presente, motivo pelo qual o Dr. Ricardo cobra maior empenho na conscientização de pais de crianças e jovens.

“É difícil fazer com que o jovem se preocupe com um mal que só chegará 20 anos depois. Por isto precisamos educar desde cedo as crianças em casa e nas escolas. No caso das campanhas, deve haver maior foco para o público de jovens e seus responsáveis”, explica o especialista. “A conscientização é o maior elemento para a mudança do hábito, que é o mais difícil”, completa.

Pele bronzeada não é sinal de saúde. Já quem busca uma beleza estética também deve estar ciente de que está pagando um preço alto, não só por aumentar as chances de ter câncer, mas por permitir o envelhecimento precoce da pele.

Geralmente, chega-se na adolescência já com 80 por cento de toda exposição solar que se deveria ter na vida. É por este motivo que a prevenção à doença é algo teoricamente simples. Ou seja, é preciso evitar o sol entre 10 e 16h, usar boné, óculos escuros, camiseta e, claro, protetor solar fator mínimo 30, que deve ser replicado a cada 1h, ou depois de nadar ou suar muito. Para quem tem pele oleosa, a indicação é um protetor a base de gel, que evita o aparecimento de acne.

Essas dicas valem para todas as pessoas, principalmente àquelas que fazem parte dos grupos de alto risco: pele clara, olhos claros e histórico de câncer de pele na família.

Já quem tem lesões grandes e escuras, como pintas, precisa ficar atento a qualquer mudança de cor, forma ou textura, que pode ser suspeita de melanoma, o tipo mais grave de neoplasia de pele.

Infelizmente o câncer de pele ainda é subestimado no Brasil.

Foto: Reprodução

 













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Contato:
Dr. Ricardo Antunes
- Cirurgião oncologista
- Diretor do Instituto Paulista de Cancerologia
- Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia
www.ipcgrupo.com.br