É, portanto, essa a nossa bandeira. A Lost foi
criada com esse objetivo, o de acabar com o silêncio
dos inocentes procurando oferecer-lhes uma vida digna,
colocá-los na sociedade encontrando um lar que
o respeite, visando com isso à posse responsável,
que consiste em adquirir, (adotar) um animal sabendo as
necessidades deste. É um ato de amor, responsabilidade
e consciência de que esse bichinho terá uma
vida útil de pelo menos quinze anos.
Cada pessoa pode, no universo em que habita, contribuir
para tornar um mundo melhor. Basta acreditar na causa.
A luta pela preservação do ambiente pode
ser um compromisso de vida. Justificar uma existência.
Dar-lhe qualidade e intensidade. É um projeto permanente,
que transcende os interesses imediatistas, para alcançar
até as mais longínquas gerações.
Muitos ainda desconhecem que a prática de maus-tratos,
abuso, mutilação ou ferimentos em animais
domésticos ou domesticados, brasileiros ou estrangeiros,
é considerada crime pela legislação
brasileira, especificamente pelo Artigo 32 da Lei Federal
nº 9.605/98.
Cabe ressaltar que a pena imposta para o crime ambiental
mencionado é a de detenção de três
meses a um ano e multa, podendo esta pena ser aumentada
de um sexto a um terço se o animal vier a óbito.
E, quanto à multa administrativa, esta pode variar
de R$ 500,00 (quinhentos reais) até R$ 2.000,00
(dois mil reais).
Conforme delimitação de competência
pela Constituição Federal, é de atribuição
comum dos entes e órgãos municipais estaduais
e federais a proteção do meio ambiente.
Logo, todos poderão receber denúncias das
práticas que violam as previsões legais.
Administrativamente as denúncias podem ser feitas
ao Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis, autarquia federal,
por meio da "Linha Verde" - serviço de
denúncias por telefone (tel. 0800-618-080) ou ainda
por requerimento nos escritórios e gerências
Executivas (
www.ibama.gov.br).
Na seara estadual, a informação do delito
pode ser feita à Polícia Militar Ambiental
(tel. 0800-132-060) e à Secretaria do Meio Ambiente
do Estado de São Paulo - SMA (tel. 11 3030-6638
ou
www.ambiente.sp.gov.br).
No que tange à seara municipal, as denúncias
também podem ser feitas ao Centro de Controle de
Zoonoses – CCZ (tel. 11 6224-5500).
Com relação à apuração
criminal da questão, a informação
pode ser encaminhada à Delegacia de Polícia
do local dos fatos ou ao Grupo Especial de Meio Ambiente
(tel. 11 3214-6553 e/ou 3259-2801).
Outro meio de comunicação do crime ambiental
se dá mediante boletim de ocorrência eletrônico,
que pode ser feito acessando o site
www.seguranca.sp.gov.br.
Você quer ser um agente modificador? Assine seu
nome nesta causa! Não se cale!!!!! Denuncie!!!!!
Existem apenas três maneiras de mudar esta realidade
de sofrimento:
denunciando maus tratos e abandono,
esterilizando os animais e adotando-os.
A responsabilidade dos cidadãos
Não compre!
Não é difícil perceber, nos meios
de comunicação, a incessante propaganda
voltada para a venda de animais. Nossa cultura transformou
em hábito comprá-los em lojas, feiras ou
diretamente dos criadores. Assim, inúmeros canis
e gatis mantêm-se em constante atividade, produzindo
ninhadas e vendendo filhotes por preços altos.
O primeiro problema que este enaltecimento da compra acarreta,
inevitavelmente, é o esquecimento daqueles que
mais precisam de atenção. Um animal que
sobrevive nas ruas, ou encontra-se num abrigo, ou espera
a morte num CCZ, poderia ser um ótimo companheiro
para qualquer pessoa, mas continua relegado a segundo
plano, enquanto os criadores o vendem.
No fundo, o que a propaganda perpetua é a crença
de que qualquer animal, no cercado de um
pet shop,
está pronto para ser levado para casa, enquanto
outros animais, que vivem nas ruas e nos abrigos, já
perderam essa condição. Isto atinge até
mesmo animais de raça que se encontram perdidos,
pois a primeira opção da maioria das pessoas
continua sendo visitar uma loja. E, a partir do momento
em que se estabelece um tratamento tão díspar,
cria-se o terreno onde o abandono prolifera.
Quem vai a uma loja para comprar um animal, geralmente,
é movido pela intenção positiva de
cuidar dele. Entretanto, é urgente que se compreenda
que a primeira forma de cuidar de um cão ou de
um gato é jamais comprá-lo. Mesmo que alguém
veja um animal num cercado de uma loja e se sinta tomado
por afeto, isto não muda a realidade de que aquele
animal está sendo explorado, por um tipo de comércio
que não devia existir.
Quanto aos criadores, é comum afirmarem que têm
afeto pelos animais que vendem. O fato é que a
maioria dos criadores não gosta dos animais.
Criadores que já adquiriram certo renome tratam
seus animais com algum cuidado, não deixando que
procriem além de poucas vezes ao ano, etc. Todavia,
há milhares de canis e gatis "de fundo de
quintal" que utilizam várias cadelas ao mesmo
tempo, cada uma parindo de forma ininterrupta.
E como agem tais criadores, quando suas "matrizes"
- as fêmeas usadas para reprodução
- ficam doentes ou envelhecem? Jogam-nas na rua, ou deixam-nas
num abrigo, ou matam-nas também. Afinal, segundo
as regras do comércio, estes animais perderam a
serventia, deixaram de oferecer lucro.
Diante desses fatos, a compra de animais perde muito de
seu encanto. Afinal, seja praticado por criadores de renome
ou
pet shops bem conceituados, seja praticado
por vendedores de última categoria, o comércio
de animais é sempre nocivo. Por outro lado, existe
uma maneira de trazer um animal para nosso convívio,
sem resvalar nesses problemas: a adoção.
Como ato de amor e responsabilidade vamos começar
a esterilizar os animais da nossa região, dando
assim o exemplo e ajudando a educar a população
sobre essa necessidade. Só assim poderá
diminuir o número de animais abandonados e sacrificados,
evitando-se crias indesejadas - pois a principal causa
do abandono é o descontrole populacional.
Uma cadela e seus descendentes podem gerar em 6 anos,
73 mil animais e certamente não existem lares responsáveis
para todos. Uma gatinha com vida reprodutiva pode deixar
até 2 mil descendentes.
O nosso desejo é modificar o comportamento da sociedade,
ajudando assim na construção de um mudo
melhor, e mais justo para todos.
Entendemos que, quando se é capaz de lutar por
animais, também se é capaz de lutar por
crianças e idosos. Não há bons ou
maus combates, existe somente o horror ao sofrimento aplicado
aos mais fracos.