Dor, sofrimento, crueldade
 
 
O descaso de boa parte da população e o desinteresse das autoridades em relação aos cães e gatos vêm provocando a intensificação do ABANDONO, com graves consequências para os animais, que sofrem, são atropelados, mutilados, queimados, adoecem e procriam sem qualquer controle.

Além disso, crescem os agravos para a saúde pública e o meio ambiente: maior ocorrência de mordeduras, acidentes de trânsito, agressões e mortes de animais.

Os Centros de Zoonoses não matam mais cães e gatos sadios desde abril de 2008, por força de lei estadual, mas muitos animais ainda são eutanasiados por possuírem doenças graves. Os não recolhidos das ruas ficam entregues à própria sorte ou contam com a ajuda de protetores ou de pessoas que se sensibilizam com a sua dor.

Um cidadão que joga fora um cão ou gato pode ser enquadrado na Lei Federal de Crimes Ambientais. DENUNCIE!!!!!

Um dos indutores do abandono é o comércio de cães e gatos sem controle. Cada vez mais protetores salvam e recuperam cães de raça comprados por impulso e depois jogados fora. Além disto, muitos criadores praticam maus tratos, mantendo os animais de seu plantel em péssimas condições de alojamento e alimentação, sem os devidos cuidados veterinários.

Infelizmente o Poder Público não está atuando para coibir os abusos e o abandono. A Secretaria da Saúde e a Covisa - Coordenação de Vigilância em Saúde, contratam profissionais, mas continua apenas na promessa a formação de uma equipe exclusiva para tratar de maus tratos e abandono desses seres indefesos.

Não podemos mais admitir o horror do abandono!

Vamos mudar a história de vida de animais abandonados!

Vamos romper o silêncio dos inocentes. Há quem age de forma preconceituosa, onipotente e indigna, torturando-os direta ou indiretamente não somente para tê-los no prato, mas na indústria da “diversão” (rodeios, circos, touradas, farras do boi, rinhas...), em testes cruéis e desnecessários, no tráfico, entre outros.

Abusar, enganar, caçar, torturar, negligenciar, abandonar, maltratar física ou psicologicamente um animal é covardia, pois sabemos que eles não são brinquedos, mas são seres vivos. Sentem dor, alegria, medo, agressividade, amor, fidelidade, sentimentos que aflorarão de acordo com o manejo e o exemplo que receberem.

Tendo em vista os altos índices de crueldade e danos em detrimento dos animais, a frequente impunidade dos infratores, o desinteresse das autoridades encarregadas da apuração desses crimes, o conflito de atribuições normalmente surgido entre as corporações policiais quando se trata de atender a casos de animais domésticos vítimas de maus-tratos, bem como a descrença nas decisões judiciais - em razão das penas irrisórias - e os reiterados atos de abuso noticiados pela mídia televisiva e eletrônica, apesar da evolução do pensamento jurídico e acadêmico que atualmente já reconhece os animais como sujeitos de direito, fica aqui o apelo “NÃO SE CALE”.

É fundamental a participação da população denunciando e cobrando do Executivo atitudes como:

- aprovar leis que defendam os animais, em todas as esferas e circunstâncias;

- criar de programas macro de conscientização da população, por meio de programas educativos nas escolas, nas secretarias, nas AR´s, nos centros comunitários, nas sociedades amigos de bairro, nas igrejas, etc.;

- instituir políticas públicas de controle populacional como a esterilização (castração) gratuita dos animais da população carente;

- proporcionar assistência veterinária gratuita para a população carente, pois vivem perdendo seus animaizinhos por falta de condições financeiras;

- instituir a colocação de chips nos animais no ato da vacinação antirrábica, para identificar os animais abandonados e responsabilizar os donos. A médio prazo, isto resulta em diminuição de custos para as prefeituras;

- fazer leis para os animais de tração, pois estes trabalham até a exaustão e muitas vezes carregando um peso muito além de suas forças e ainda com jornadas de trabalho excessivas, além de poderem causar acidentes de trânsito;

- combater o tráfico de animais silvestres no Estado de São Paulo;

- criar uma delegacia do animal, nos mesmos moldes da delegacia de Nova York, para apurar e punir os praticantes de crimes de maus tratos;

- proibir a venda de animais em feiras e pet shops.

Passou a hora de mostrarmos que não admitimos mais o abandono e a irresponsabilidade em relação aos animais.

Para denunciar maus tratos, disque 156.