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Made in Japan , no Brasil
Imigrantes japoneses fizeram do bairro da Liberdade um local tipicamente oriental
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Até o início do século passado, o Distrito da Liberdade, na capital São Paulo, era apenas um bairro como todos os outros ao redor do Centro. Com o passar dos anos, tornou-se o reduto da maior colônia nipônica fora do Japão e é, atualmente, um dos principais pontos de visita daqueles que vão à capital. Entretanto, a região já foi diferente.
O nome Liberdade vem dos tempos da abolição dos escravos. Antigamente, a área era conhecida como Campo da Forca, sendo palco de lutas da história da capital. No centro do bairro há a Igreja da Santa Cruz, que ficou conhecida como Igreja dos Enforcados. É lá que são acesas velas para as almas.
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A imigração dos japoneses para o Brasil teve início em 1908, com a chegada do navio Kasato Maru, em Santos. Eles vieram “fazer a América” – o que significava plantar café no interior de São Paulo. Muitos não se acostumaram à rotina quase escravocrata dos fazendeiros e voltaram para a capital, instalando-se, principalmente, na rua Conde de Sarzedas. Como nas décadas seguintes vieram mais de 30 navios abarrotados de japoneses, a Liberdade foi abrigando vários deles.
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O desenvolvimento foi inevitável e o bairro, ao longo dos anos, adquiriu características orientais. O resultado de décadas dessa influência é o que pode ser observado hoje: a Liberdade é um pedaço do Japão na maior metrópole da América do Sul. Calcula-se que cerca de 400 mil japoneses e descendentes morem atualmente em São Paulo.
Entre as diversas atrações do local, estão restaurantes e docerias típicos, lojas e livrarias com artigos do Japão. Outra particularidade que atrai os visitantes é a arquitetura peculiar do bairro e as tradicionais lanternas japonesas que enfeitam a maior parte das ruas da região e os grandes pórticos.
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O bairro ainda possui, na rua Tomas de Lima, 72, o Museu da Associação Okinawa do Brasil, erguido em homenagem aos primeiros japoneses que chegaram ao País em 1908, que está aberto para visitação, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Há também o Museu de Arte Nipo-Brasileiro, situado na rua São Joaquim, 381. A entidade, fundada após a Segunda Guerra Mundial, desenvolve estudos sobre a imigração japonesa no Brasil e possui uma biblioteca aberta ao público.
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Para o passeio ser completo, o turista ainda deve conhecer a feira de artesanato, que acontece aos domingos, das 10h às 19h, na praça da Liberdade. E para 2008, o bairro oferecerá ainda mais atrativos para os visitantes. A fim de comemorar o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, serão organizadas diversas festividades, que podem ser acompanhadas na página da Comissão Nacional Organizadora das Comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil: www.japaocentenario.mre.gov.br. Há ainda os eventos tradicionais do bairro, que sucedem anualmente:
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Hana Matsuri – Festival das Flores, em conjunto com a Federação das Seitas Budistas. O evento conta com desfile do grande elefante branco carregando o pequeno Buda. Em abril.
Campeonato de Sumô da Liberdade – Grande campeonato com atletas de todo o País. Realiza-se a seleção dos atletas juvenis que representarão o Brasil no Campeonato Mundial de Sumô. A arena (dohyo) e as arquibancadas são montadas em plena praça da Liberdade. Dias 10 e 11 de maio.
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Tanabata Matsuri – Festival das Estrelas, em conjunto com a Associação Miyagui Kenjinkai. As principais ruas do bairro são enfeitadas com bambu e grandes enfeites de papel simbolizando as estrelas. Os visitantes colocam um pedaço de papel com pedidos. Em julho.
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Toyo Matsuri – Festival Oriental. Apresentação de várias manifestações culturais do oriente. O bairro recebe o nobori (coloridas bandeiras verticais). Em dezembro.
Moti Tsuki – Festival de Final do Ano. O arroz é socado em pilão para a confecção do moti (bolinhos de arroz), que é distribuído aos presentes para lhes dar sorte. Dia 31 de dezembro. |
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