Possibilitar que o jovem, por exemplo, pense em coisas
que gosta ou não de fazer, suas preferências,
que tipo de atividade pretende desenvolver, entre outros,
faz com que ele volte sua atenção, cada
vez mais, para profissões que possam atender aos
seus projetos, sonhos, possibilidades.
Alguns adolescentes, no início do processo, acreditam
que terão respostas únicas, ou que o psicólogo
dirá o que ele “deve” ou não
seguir no futuro profissional, ou até que apenas
responderão alguns testes; mas percebem logo de
início que a orientação vocacional
é um convite à reflexão. Com isso,
algumas atividades são desenvolvidas e discutidas
junto com o profissional. Atividades que versam sobre
os interesses, competências e habilidades, personalidade,
situações objetivas, percepção
sobre si e sobre o mundo são exemplos que permitem
a aproximação com seus valores, histórico
familiar e relacionamento social. As orientações
podem ser desenvolvidas tanto individualmente como em
grupo, na clínica ou na escola.
Inicialmente é realizado um encontro como os pais
e o adolescente para que o profissional possa se aproximar
das situações que permeiam a história
do jovem. Após isso, outros (seis) encontros são
feitos apenas com o adolescente e um último (com
quem ele quiser) para a troca de ideias sobre o processo,
como forma de fechamento. Nesse momento, algumas profissões
são sugeridas, mas ainda assim o processo de decisão
é dele.
Novas profissões e carreiras têm surgido
não só pela demanda do mercado, mas também,
por interesses socioambientais. Cresce, cada vez mais,
cursos com foco no meio ambiente, áreas de criação,
tecnologia da informação, designers.
Ainda assim, os cursos mais tradicionais ocupam seu espaço.
Com isso, abrem-se oportunidades para o conhecimento de
novas profissões e carreiras, bem como para o refinamento
dos sonhos e possibilidade real do jovem para sua futura
atuação no mercado de trabalho. |