Orientação vocacional

Por Marília Facco

É chegada a hora da decisão! Que curso farei? Qual profissão seguir nos próximos anos? O que desejo e sonho como futuro profissional?

O segundo semestre de todo ano é uma época que preocupa muito os jovens, pois a maioria dos vestibulares é realizada nessa fase do ano. Chegou a hora da decisão! E, nesse momento, muitos estudantes buscam orientação para auxilio na tomada de decisão. Acredito que um dos maiores desafios é o de responder: “Que curso farei? Como escolher
 
uma profissão e diminuir as chances do erro dessa decisão para não perder, muitas vezes, parte do ano de estudo em um curso do qual a escolha não foi adequada?”. Por isso, a reflexão é o ponto chave.
 
Possibilitar que o jovem, por exemplo, pense em coisas que gosta ou não de fazer, suas preferências, que tipo de atividade pretende desenvolver, entre outros, faz com que ele volte sua atenção, cada vez mais, para profissões que possam atender aos seus projetos, sonhos, possibilidades.

Alguns adolescentes, no início do processo, acreditam que terão respostas únicas, ou que o psicólogo dirá o que ele “deve” ou não seguir no futuro profissional, ou até que apenas responderão alguns testes; mas percebem logo de início que a orientação vocacional é um convite à reflexão. Com isso, algumas atividades são desenvolvidas e discutidas junto com o profissional. Atividades que versam sobre os interesses, competências e habilidades, personalidade, situações objetivas, percepção sobre si e sobre o mundo são exemplos que permitem a aproximação com seus valores, histórico familiar e relacionamento social. As orientações podem ser desenvolvidas tanto individualmente como em grupo, na clínica ou na escola.

Inicialmente é realizado um encontro como os pais e o adolescente para que o profissional possa se aproximar das situações que permeiam a história do jovem. Após isso, outros (seis) encontros são feitos apenas com o adolescente e um último (com quem ele quiser) para a troca de ideias sobre o processo, como forma de fechamento. Nesse momento, algumas profissões são sugeridas, mas ainda assim o processo de decisão é dele.

Novas profissões e carreiras têm surgido não só pela demanda do mercado, mas também, por interesses socioambientais. Cresce, cada vez mais, cursos com foco no meio ambiente, áreas de criação, tecnologia da informação, designers. Ainda assim, os cursos mais tradicionais ocupam seu espaço. Com isso, abrem-se oportunidades para o conhecimento de novas profissões e carreiras, bem como para o refinamento dos sonhos e possibilidade real do jovem para sua futura atuação no mercado de trabalho.
 
 











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Marília Facco

Psicóloga clínica, professora universitária, mestre e doutoranda em Psicologia da Educação pela PUC SP
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