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Saiba como deve ser a alimentação
do seu recém-nascido
O leite materno é riquíssimo
em anticorpos que protegem o bebê por toda a vida.
Por isto, é o principal alimento para os primeiros
meses. No entanto, é primordial acrescentar,
gradativamente, outros nutrientes que serão fundamentais
para a sua completa formação biológica
e física. Veja quais são e a quantidade
ideal.
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Muitas
famílias se preparam durante meses para a chegada
do primeiro herdeiro, escolhem o nome, compram roupinhas,
mobiliam o quarto, entre outros mimos para o pequeno.
Quando ele chega, porém, a maioria dos pais se
sente assolada ou distraída pelas inúmeras
necessidades do mais novo membro da família, principalmente
com tudo o que diz respeito à alimentação.
Logo, vêm as primeiras dúvidas: o que dar?
Em qual quantidade?
Sem dúvida nenhuma, nos primeiros seis meses, o
bebê deve ser alimentado única e exclusivamente
com leite materno. Para essa fase da vida, este tipo de
leite é o mais indicado, pois possui alto grau
de digestibilidade gástrica e é totalmente
compatível com as necessidades da criança.
"O leite da mãe contém a correlação
ideal entre os componentes nutritivos, como proteínas,
gorduras, hidratos de carbono, sais minerais, vitaminas
e água, além do colostro (secreção
láctea dos quatro primeiros dias) que é
riquíssimo em anticorpos e protege o bebê
até que ele mesmo possa produzir seus anticorpos.
O leite materno também diminui a incidência
de alergias alimentares, infecções digestivas
e doenças respiratórias, como a bronquite
asmática", diz a médica nutróloga,
cosmiatra e professora de Sociedade Brasileira de Medicina
Estética, Mercedes Granja.
Caso a mãe, por algum motivo, não disponha
do leite de peito, o melhor a fazer é procurar
ajuda especializada, pois a introdução do
leite de vaca deve ser cuidadosa. Há, no mercado,
diversas opções de leite infantil, e o médico
pediatra é, geralmente, quem pode melhor orientar
sua escolha. Seja qual for o leite escolhido, é
importante tomar cuidado com o preparo das mamadeiras,
pois grande parte das diarréias são decorrentes
da má higienização. "Todo material
utilizado deve ser fervido, e a pessoa encarregada desse
trabalho precisa lavar as mãos com água
e sabão. Além disto, nunca espirrar ou tossir
sobre o material", ensina a médica. |
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Introdução
de outros alimentos na dieta do bebê
A criança amamentada ao peito precisa de complementação
alimentar a partir dos seis meses de idade, enquanto a
que é amamentada artificialmente, a partir dos
quatro meses, pois nesta fase o bebê começa
a crescer rapidamente.
A alimentação do bebê deve atender
às suas necessidades particulares, sempre moldando
e adaptando o cardápio, respeitando as características
individuais, regionais e culturais. Em todo sistema alimentar
é preciso haver um equilíbrio nutritivo
e bom senso, principalmente da mãe e do pediatra.
A introdução de outros alimentos possibilita
um balanceamento nutritivo do cardápio, além
de estimular o bebê a novos |
sabores e prazeres gustativos, de uma maneira natural
e progressiva, sem abandonar o leite materno. Veja abaixo,
algumas dicas da Dra. Mercedes Granja:
- manter a amamentação natural até
os doze meses, se possível;
- escolher um ambiente agradável da casa;
- sentar o bebê confortavelmente, de preferência
no momento em que ele estiver com fome;
- o suco de frutas (laranja-lima, geralmente) pode ser
iniciado no lanche da manhã e a papa de frutas
(banana, maçã, mamão) no lanche da
tarde a partir do sexto mês, para crianças
amamentadas ao peito; e do quarto mês, para as demais.
Sempre iniciar com pequenas porções, aumentando
gradativamente conforme a aceitação da criança.
Em seguida a cada um destes lanches, oferecer o leite
materno ou o de vaca;
- a partir do sétimo e do quinto mês, respectivamente
para crianças com amamentação natural
e artificial, pode-se oferecer papinha de legumes no almoço
e, após um mês, também no jantar.
Da mesma maneira, o leite deve ser oferecido logo após.
A gema de ovo pode fazer parte de uma destas refeições,
começando-se em dias alternados e com um quarto
de gema;
- sobremesas à base de frutas naturais podem complementar
o almoço ou o jantar e devem ser preferidas aos
iogurtes e gelatinas;
- as carnes (frangos, peixe e carne, de preferência
moídos) podem fazer parte das papinhas de legumes
a partir de oito meses;
- após um ano de idade, ou antes, a criança
pode iniciar lentamente uma dieta com a consistência
e variedade da alimentação de um adulto;
- os alimentos que serão oferecidos ao bebê
devem ser vegetais de boa qualidade e pequeno tamanho,
cores e consistência firmes, inteiros, mantidos
sob refrigeração, de preferência orgânicos
e da época;
- no primeiro ano, evitar os alimentos alergênicos
(principalmente se houver antecedentes familiares) como
ovos, oleaginosas, soja, abacaxi e camarões; evitar
os embutidos (devido aos nitratos cancerígenos),
os industrializados (deixar reservados só para
ocasiões especiais), os cogumelos e os peixes de
mar (pelo risco de contaminação); evitar
os vegetais sabidamente mais carregados de agrotóxicos
(tomates, uvas, peras, pêssegos, batatas, morangos,
maçãs) ou tomar cuidados especiais (deixar
de molho em água bicarbonatada ou lavar com bastante
água corrente); ao consumir alimentos crus, deixar
de molho em água avinagrada - sempre que possível,
preferir os orgânicos e os sanitizados;
- para enriquecer ainda mais a alimentação,
adicionar brotos (de feijão ou moyashi), oleaginosas
trituradas (castanhas), cereais integrais (arroz, aveia,
feijões), assim que o bebe tiver condições
de mastigar as refeições; |
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os vegetais de cores diferentes devem ser combinados,
pois possuem nutrientes que se complementam e enriquecem
as refeições. Veja como:
a) azulados e arroxeados: antioxidantes, previnem o envelhecimento,
tais como: amora, figo, uva roxa, ameixa, uva passa, repolho,
batata e aspargo roxos, berinjela etc.;
b) verdes: contêm fitoquímicos anticancerígenos,
vitamina A e cálcio, ótimos para os ossos,
dentes, visão; folatos e vitamina K (formação
e coagulação do sangue) e luteína
(degeneração macular, no espinafre e brócolis),
tais como: maçã, pera e uva verde, abacaxi,
melão, kiwi, lima, rúcula, |
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alcachofra,
aspargos, grãos verdes, couve-flor, brócolis,
couves, aipo, chuchu, pepino, chicória, alho-porró,
quiabo, ervilha, pimentão, espinafre, agrião
e cebolinha;
c) brancos ou amarronzados: alicina (cebola e alho), ricos
em cálcio e potássio, fibras e vitaminas
E e do complexo B, combatem o colesterol e os cânceres,
tais como: banana, tâmara, nectarina, pera escura,
couve-flor, milho branco, alho, gengibre, alcachofra,
cogumelos, cebola, batata, nabo, nozes, cereais integrais
e aveia;
d) amarelos e alaranjados: ricos em antioxidantes (principalmente
vitamina C), carotenos (anticancerígenos) e bioflavonóides
(favorecem o coração e a circulação),
vitamina B 3 e ácido clorogênico ( beneficiam
o sistema nervoso), tais como: maçã, pera
e figo amarelo, damasco, melão, limão, manga,
nectarina, laranja, mamão, caqui, abacaxi, tangerina,
pêssego, abóbora, repolho, batata doce, tomate
etc.;
e) vermelhos: lotados de licopeno e ácido elágico
(atuam como anticancerígenos e antienvelhecimento),
ajudam o coração e a memória, tais
como: maçã, uva, pera, batata, pimentão
e cebola vermelha, cereja, amora, toranja, romã,
morango, framboesa, beterraba, chicória, rabanete
e tomate. |
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