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“Mãe! Pai! Quero ser modelo!”
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Antes de envolver seus filhos com a carreira de modelo, é preciso analisar se é disso mesmo que a criança gosta e o que realmente deseja, pois, quando esta área a atrai, há menos desgaste para todos: pais, criança, agente e cliente, e será mais fácil suportar horas de espera em testes, repetições de cenas em comerciais, etc. Há também bebês que iniciam como modelo por vontade dos pais, que ficam com o critério de escolher a idade ideal para isto.
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Segundo Nyna Azevedo Odriozola, sócia da agência Best Kids Models Alphaville, não existe a melhor idade para começar, e sim a criança certa para o produto certo. Da mesma forma, não há trabalho indicado; todas as crianças são selecionadas conforme o seu perfil e o perfil que o cliente solicitou para cada trabalho. “Se falarmos em ‘dons naturais’, há crianças que falam mais, que questionam mais e que decoram texto. Estas são indicadas para a TV, pois já têm o dom nato de atuar. Se a criança é linda, interessante, mas muito tímida, tentamos a mídia impressa. Isto seria o mais óbvio, mas existem exceções, assim como atores tímidos”, comenta
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Já Margareth Libardi, diretora do site Assunto de Modelo, explica que as agências costumam aceitar bebês a partir de 6 meses, mas têm as que cadastram os recém-nascidos porque também há espaço no mercado para esta idade. “É o caso de fotos para revistas sobre bebês. Por volta de 3 anos, a criança trabalha bastante. Quando começa a troca de dentição é mais difícil trabalhar, pois o mercado não as aceita com ausência de dentes ou dentes irregulares”.
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Também é importante escolher uma agência que respeite a criança, que goste dela, que aposte em seu talento e que seja de ótimo nível. Uma agência ruim pode prometer um sucesso que nunca será alcançado e a criança poderá sair frustrada com essa experiência. Outra opção é contratar uma empresa de consultoria, que faz uma análise completa de cada cliente, com orientações sobre cursos, agências, fotógrafos, postura e etiqueta, entre outros.
Iniciar a carreira de modelo durante a infância tem seus lados positivos. Enquanto a criança ainda não estuda e conta com tempo livre, a chance de dedicação é maior, já que tem mais disponibilidade para a ida aos testes e a realização dos trabalhos. Neste trabalho, a criança ainda aprende a competir naturalmente com outras crianças e também a conscientização do valor de cada ação. Decorar textos com expressividade ainda a ajudará na escola |
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em chamadas orais e em teatros. Além disto, saber desde cedo que um serviço bem feito resulta no ganho e na satisfação pessoal pode fazer com que deseje seguir a carreira durante a vida adulta, pois, com experiência, a conquista do sucesso tem maior chance de acontecer.
Mas, ser modelo durante a infância tem também seu lado ruim. O estresse, o excesso de trabalho, a vaidade, o superego, a queda na qualidade de vida e os possíveis maus tratos podem interferir nos estudos e na formação geral da criança, que, por sua vez, pode também sofrer deslumbramento com o ganho do dinheiro, levando-a ter uma sensação de poder e a desrespeitar as pessoas, inclusive os pais.
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Com experiência em palestras e treinamentos voltados ao autoconhecimento, a psicóloga Regina Ortega Grecco lembra de um caso de uma adolescente de 16 anos, com aparência física bastante exótica, que quis seguir a carreira de modelo. “Ela buscou algumas agências, porém, não conseguia trabalho, porque seu rendimento em testes era considerado insatisfatório. Após 3 meses, esta adolescente estava com baixa auto-estima, sentindo-se rejeitada e desenvolvendo uma leve depressão”.
Os sentimentos citados eram provenientes de um grau acentuado de timidez. Ao mesmo tempo em que queria seguir carreira, estimulada por elogios e conselhos familiares, a garota não se sentia à |
vontade diante dos testes e descobriu que, na realidade, seguiu esse caminho por estímulos externos dos quais sentia necessidade de aprovação. “Muitas vezes os adolescentes desejam ser aceitos pelo meio e assim procuram satisfazer de alguma maneira a expectativa dos que o cercam, o que pode levá-lo à frustração”, explica a psicóloga.
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O padrão de beleza imposto por estilistas e agentes da moda podem contribuir gravemente na formação psíquica, gerando transtornos alimentares, sentimentos de solidão, inferioridade, baixa auto-estima por não se aproximarem do ideal pré-estabelecido. No que diz respeito às crianças, também é possível ocorrer um amadurecimento precoce, uma ruptura com a infância a ser experimentada e vivida, tendo como conseqüência um distanciamento com a fase pertinente à sua idade. |
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Por esta razão, o incentivo e o apoio dos pais são fundamentais enquanto a criança exerce a profissão de modelo. “Se tudo for naturalmente acontecendo e a vidinha da criança, estudo e casa for tratado como prioridade, isto só vai ajudar no crescimento pessoal do nosso astrinho na preparação para a vida adulta”, finaliza Nyna.
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