A decisão é bem-vinda e gera otimismo no que diz respeito à formação do jovem brasileiro. A nova lei entende que ao deixar o ensino médio, o estudante que conhecer as bases das duas disciplinas estará capacitado para desenvolver pensamento autônomo e crítico, além de exercer a cidadania plena.
De acordo com Cristina Levine, mestre em Ciências da Religião pela Puc/Sp, não é possível falar em consolidação da democracia em nosso país sem que nossos estudantes tenham uma formação humanista e reflexiva sobre sua condição de sujeitos historicamente situados. Essa afirmação simplifica o que está na essência tanto das distantes origens da história da democracia como da própria filosofia. “Ambas surgiram na antiga Grécia e estão intimamente vinculadas com o debate ou diálogo em praça pública”, completa Cristina.
A ditadura militar brasileira, além de fixar o modelo de nossa atual escola, baniu das carteiras escolares o ensino da filosofia, há quase 40 anos. Sem dúvida estamos sofrendo as conseqüências de tal golpe. Os jovens de hoje estão cada vez menos reflexivos, mais mais consumistas, superficiais e cada vez mais esvaziados de conteúdos próprios e autênticos.
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Segundo o documento aprovado pelo CNE, os Estados terão um ano para incluir as disciplinas na grade curricular. A decisão deverá promover uma mudança na estratégia educacional que desenvolve o pensamento, a reflexão e a ação dos estudantes. Com isso, o jovem entenderá seu papel na história e saberá que ele pode ser um agente transformador na sociedade. |