A oferta cada vez maior e mais acessível de
cirurgia plástica tem feito muitas pessoas recorrerem
a clínicas e profissionais nem sempre especializados
e com estrutura adequada para garantir mais segurança
ao paciente. Se as facilidades aumentaram nas últimas
décadas, cresceu também a necessidade
de tomar cuidados exigidos na escolha do cirurgião.
Os casos malsucedidos desse tipo de cirurgia, alguns
gerando mortes, continuam acontecendo no País.
Para aqueles que planejam uma cirurgia plástica,
é preciso estar atento à capacitação
do profissional e ao que ele oferece. Consultar os registros
do médico no Conselho Regional de Medicina (CRM)
e na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
(SBCP) são premissas básicas. O profissional
deverá ter mais do que um diploma de medicina.
Precisa ter especialização na área
de cirurgia plástica. Outro procedimento é
verificar as condições oferecidas: o que
está incluído no “pacote”
a ser adquirido, os exames necessários, as garantias
quanto à estrutura e condições
do local da cirurgia e os recursos acessíveis
em casos de emergência.
Membro da SBCP há mais de 20 anos, o cirurgião
plástico Dr. Luiz Alberto de Lourenço*
faz parte do corpo médico de vários hospitais
respeitados em São Paulo e escolheu um endereço
que considera estratégico para transmitir segurança
aos seus pacientes. Sua clínica fica em frente
ao Hospital Sírio Libanês, um dos locais
onde realiza as cirurgias. “Esse diferencial tem
trazido mais segurança aos que optam pela cirurgia
plástica. Os casos de morte divulgados na mídia
nos últimos anos assustaram as pessoas e elas
precisam sentir tranqüilidade”, afirma.
Segundo dados do CRM, dos 289 médicos processados
na área de estética entre 2001 e 2008,
283 (97%) não eram especialistas em cirurgia
plástica. A suposta má prática
profissional (negligência, imperícia ou
imprudência) é uma infração
em 28% dos processos. São condutas profissionais
ligadas, por exemplo, a erro de diagnóstico,
métodos inadequados de tratamento, má
assistência no período pós-operatório,
prescrição errada de medicamentos, complicações
anestésicas, erro em cirurgias e alta precoce,
entre outros problemas. “Costumamos dizer que
qualquer cirurgia, em qualquer lugar do mundo, tem seus
riscos. Por isto mesmo os pacientes não podem
facilitar”, diz Dr. Luiz Lourenço.
O Brasil é o segundo país que mais faz
cirurgias plásticas. Em 2008, foram 629 mil procedimentos.
Em 2004, foram 616 mil.
*Dr. Luiz Alberto de Lourenço é cirurgião
plástico formado pela Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo (USP) e especialista
em cirurgia crânio-facial no Hospital das Clínicas.
Faz parte do corpo clínico dos hospitais Sírio
Libanês, Albert Einstein, Nove de Julho e São
Luiz, entre outros. É membro da SBPC e vencedor
do Prêmio Victor Spina no XXIII Congresso de Cirurgia
Plástica.
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