Novas técnicas em cirurgias plásticas faciais

Enxertia autógena, células tronco, fios absorvíveis pelo organismo e abordagem quântica no antienvelhecimento foram as técnicas abordadas pela Dra. Edith Kawano Horibe* no 45º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica
     
 
No 45º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, que aconteceu no último mês de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, a Dra. Edith Kawano Horibe discorreu sobre temas expressivos para a evolução da cirurgia plástica, tanto que sua palestra trouxe à tona conceitos novos capazes de renovar não só o contorno facial, como também o de melhorar a qualidade da pele.

Segundo a cirurgiã plástica, uma vez que os tecidos da face sofrem a ação da gravidade, aparecem rugas, sulcos e flacidez que se acentuam e provocam a inversão do "triângulo", que na juventude mantém seu vér-
tice no queixo, mas que na maturidade se inverte: a base acaba vindo para o queixo e para a mandíbula, modificando e envelhecendo em muito o rosto das pessoas. "Para tanto, temos a oportunidade de discorrer sobre as técnicas e produtos que melhor atendem a estas necessidades, devolvendo, por exemplo, volume ao rosto, que poderá ficar com um resultado mais jovial e natural de forma rápida e segura", explica Dra. Edith.

Para Dra. Edith, as técnicas que promovem o rejuvenescimento com substâncias orgânicas ou inorgânicas injetadas na pele têm o intuito de melhorar a aparência de pequenas linhas e rugas, aumentar os lábios, as “maçãs do rosto”, amenizar cicatrizes e marcas de expressão profundas da face, especialmente aquelas localizadas ao lado do nariz (“bigode chinês”) e reparar várias imperfeições faciais.

Um grande aliado da juventude duradoura é a técnica do fio lifting (elevação) com o fio de polipropileno, tratamento considerado eficaz, pois o material é bem aceito pelo organismo. Hoje muito utilizado como um procedimento estético minimamente invasivo, o fio que possui “garrinhas” com sentidos opostos, tanto que, para ser implantado na pele, precisa ser inserido através de uma cânula. As garrinhas se abrem, prendendo-se ao tecido e provocando um efeito de tração e suspensão na cútis, deixando-a mais firme e suspensa.

É indicado para pacientes de menor e maior faixa etária, ou simplesmente para aqueles que não querem ser submetidos às cirurgias convencionais com corte, internação, anestesia geral e muito tempo para se restabelecer. Serve de complemento para pacientes que já operaram ou fizeram uma plástica facial, mas que querem só dar uma “levantada” sem passar por nova cirurgia plástica. Indicada também para pacientes que possuem problemas clínicos, ou com paralisia facial. Uma grande novidade que chegou ao Brasil é o happy lift, um fio absorvido pelo organismo capaz de estimular a produção de colágeno (proteína que constitui os tecidos de sustentação da pele).
 
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Já o minilifting e o lifting são indicados para tratar as rugas da face e do pescoço. O minilifting é recomendado quando a flacidez abrange o rosto sem grandes alterações na fisionomia. Assim, o minilifting é feito quando começam a aparecer os primeiros sinais de envelhecimento. Já o lifting é indicado para pessoas que apresentam uma grande quantidade de rugas na face e no pescoço. Tanto no minilifting como no lifting, as cicatrizes são discretas. No minilifting, ficam escondidas no couro cabeludo e no lifting, boa parte fica oculta nos cabelos e uma pequena porção fica dentro e atrás das orelhas. A cirurgiã plástica esclarece que “a idade nem sempre é o fator mais importante na classificação, pois a quantidade de rugas pode
variar dependendo mais do tipo de pele de cada pessoa”.

Outra técnica apresentada e desenvolvida pela Dra. Edith foi a elevação de supercílios nas blefaroplastias, que consiste na fixação da derme e gálea à aponeurose do músculo temporal e periósteo, através de um túnel subgálea no couro cabeludo. É uma cirurgia de fácil execução, com cicatrizes não visíveis, que traz raras complicações, é duradoura e bastante satisfatória, tanto por parte dos pacientes quanto da especialista que executa. Em casos, em que a blefaroplastia é insuficiente para corrigir esta deformidade, o supercílio graciosamente arqueado sobre ou acima da rima supraorbital, dá à face um aspecto inteligente, de alerta, mais jovem e bonito. Na mulher, o arco pode estar situado acima da rima supraorbital, e no homem, usualmente, está na rima. Ideal para quem busca um olhar mais estético e jovem.
 
A enxertia autógena, com substâncias do próprio corpo, geralmente feita com gordura do paciente, costuma ser indicada para os que já vão passar por um procedimento de retirada de gordura de outra parte do corpo, como a lipoaspiração. Cerca de 50% do material injetado é reabsorvido pelo organismo. Os resultados são naturais e não há o risco da rejeição, alerta Edith Horibe.

As pesquisas com cosmecêuticos e com células-tronco, distintamente, já começam a trazer resultados interessantes também na área da cirurgia plástica, tanto que a Dra. Edith estará contribuindo com embasamentos cientí-
 
ficos sobre esse assunto de extrema relevância para a saúde e também para estética.

*Dra. Edith Kawano Horibe é referência em cirurgia plástica não só no Brasil como no exterior. É PhD pela Faculdade de Medicina da USP, cirurgiã plástica, vice-presidente da ABMAE (Academia Brasileira de Medicina Anti-Envelhecimento), Diretora da Clínica Skin Health e Rejunecenter (cirurgia plástica, estética médica e gestão antienvelhecimento) e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
     
 













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