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Rubéola
pode causar danos irreversíveis
Especialista explica os maiores prejuízos causados
pelo vírus
O Dr. Paulo Nader, presidente do Departamento Científico
de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP),
afirma que o grande problema da rubéola é
quando a gestante adquire a doença e infecta o
feto, na chamada Síndrome da Rubéola Congênita
(SRC). Esta doença causa danos irreparáveis
como cegueira, surdez, anomalias cardíacas e retardamento
mental permanentes.
O Ministério da Saúde realizou este ano,
entre 9 de agosto e 12 de setembro, a Campanha Nacional
de Vacinação para a Eliminação
da Rubéola. Nader lembra que, mesmo quem já
tomou a vacina, precisou se vacinar novamente. “Esta
nova dose garante maior proteção”,
resume. Outra observação importante é
com relação ao público masculino:
“A vacinação dos homens pode aumentar
ainda mais a chance de ser eliminada a rubéola
no nosso País. Não só a congênita,
mas também a adquirida em crianças e adultos.
A vacinação dos homens também di- |
minui
a chance de as mulheres que não forem vacinadas
adquirirem a doença na gestação”,
diz Nader.
Segundo Nader a campanha de vacinação contra
a rubéola é de extrema importância
para as crianças brasileiras. “Como presidente
do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade
Brasileira de Pediatria, eu tenho a certeza de que haverá
uma redução drástica no número
de crianças que nascerão com rubéola
congênita, contribuindo para uma queda, principalmente,
nas seqüelas desta doença”, afirma.
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O número de mortes por rubéola é
relativamente pequeno. Entre 1990 e 2006, foram registrados
19 óbitos no País por causa da doença.
Porém, muitos casos de abortamento podem estar
ocorrendo por infecções de gestantes não
protegidas. A rubéola deixa outras vítimas
pelo caminho: a infecção durante a gravidez
que causa a Síndrome de Rubéola Congênita,
responsável por danos irreparáveis como
cegueira, surdez, anomalias cardíacas e retardamento
mental por toda a vida.
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Os
custos com essas crianças na área da educação
e socialização são altíssimos.
Em alguns casos, a surdez pode surgir anos após
(na idade adulta). Já nos casos de cegueira por
catarata congênita, há a necessidade de intervenção
precoce especializada. As lesões de retina também
ocorrem, levando a danos permanentes. Em muitos casos,
a cegueira é irreversível. Nos casos de
cardiopatia congênita, os danos só poderão
ser corrigidos cirurgicamente, com risco alto de mortalidade.
Além disto, várias crianças apresentam
dano neurológico por encefalite, em 20% dos casos.
Essas lesões levam a retardo mental e paralisia
cerebral. Ao evitarmos a doença por meio da vacinação,
reduziremos drasticamente os números de crianças
seqüeladas, melhorando a qualidade de vida da população. |
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Alguns
perigos para a saúde de quem contrai o vírus
da rubéola são apresentados. “Nas
crianças, a doença pode causar febre, aumento
dos gânglios, dor articular e raramente encefalite.
O grande problema da rubéola é quando a
gestante adquire a doença e infecta o feto. É
quando ocorre a Síndrome da Rubéola Congênita,
com danos irreparáveis como cegueira, surdez, anomalias
cardíacas e retardamento mental permanente”,
explica Nader. |
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Sobre a existência de alguma relação
entre o uso da vacina e a possibilidade de causar infertilidade,
Nader responde: “Não existe nenhum registro
na literatura médica mostrando que o uso da vacina
da rubéola cause infertilidade. Essa informação
não procede”, afirma.
A vacina da rubéola é contra-indicada na
gestação por ser feita com vírus
atenuado. No entanto, se alguma mulher foi vacinada e
descobriu a gravidez posteriormente, ou foi vacinada acidentalmente,
o Sistema de Vigilância Epidemiológica orienta
a mãe e promove um controle durante a gestação.
Nestes casos, o Posto de Saúde sabe como encaminhar
esta gestante.
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