Seus pés merecem atenção especial

Entenda porque as mulheres sofrem incômodos nos pés e saiba como evitá-los

Pés bonitos e bem tratados, qual mulher não os quer? Para isso, não basta apenas uma boa higiene, mas alguns cuidados são imprescindíveis, como pedicure, esfoliação e hidratação. Mas muitas mulheres sofrem incômodos decorrentes de tendência genética e do uso de calçados inapropriados. Conheça os principais problemas e as soluções para a cura:

Há mulheres que usam um número de calçado inferior ao ideal, pelo menos até terem maturidade para aceitarem uma numeração maior do que desejariam. É comum a menina de 1,75m calçar 39, mas usar 38, como se os sapatos apertados pudessem reduzir seus pés. O que acaba acontecendo é a formação de calosidades no dorso dos dedos dos pés e na borda posterior do calcanhar, que torna estas regiões "feias" e fazem com que a menina esconda ainda mais o pé, sempre com o calçado menor. Este ciclo se mantém por anos, às vezes. A solução é usar o calçado maior e
ficar mais tempo com calçados abertos, como sandálias e chinelos. E para o argumento de que o calçado largo "sai do pé, porque meu pé é fino", basta colocar uma palmilha pequena que o sapato ficará mais bem preenchido.

Outra deformidade que incomoda muito as mulheres é o joanete, conhecido tecnicamente como "hálux valgo", ou seja, o dedão do pé é desviado para fora, formando uma angulação em sua base que freqüentemente gera dor, vermelhidão, inchaço e que torna o pé pouco estético. A fama desta doença é que a cirurgia para sua correção é muito dolorida, de demorada e que a deformidade volta com o tempo. Ela é causada por uma tendência hereditária que se soma ao uso de calçados de bico fino e saltos, que apertam a frente do pé e mantêm o dedo desviado lateralmente,

 
além de comprimirem a região saliente da base do dedo. O que existe de atual é a melhor compreensão de que cada hálux valgo tem um padrão específico, uma técnica apropriada de correção para cada tipo de deformidade, que o cirurgião ortopédico especializado em pé sabe diferenciar. Como sempre, uma boa indicação e uma boa cirurgia deixarão a paciente satisfeita, diminuindo a chance de recidiva e permitindo um pé com a frente mais estreita, mais fácil de calçar e mais bonito. E a dor no pós-operatório pode ser bem tratada com medicamentos adequados, o que diminui muito o sofrimento.

Também é comum nas mulheres uma dor na frente do pé, por vezes acompanhada de dormência no 3º e 4º dedos, causada pela compressão de um nervo que passa entre os ossos, quadro este chamado de "neuroma de Morton". Por muitos anos a cirurgia indicada foi a ressecção deste nervo, com resultados pouco previsíveis. A tendência agora é trabalhar mais com fisioterapia, adequação de calçados e, quando indicada a cirurgia, não se ressecar o nervo, mas liberá-lo de estruturas ao seu redor que promovem sua compressão e conseqüente estímulo de dor.

 
E para finalizar, a famosa unha encravada, ou "onicocriptose", geralmente tratada pelo dermatologista, mas que por vezes chega até o consultório do ortopedista. É uma queixa comum, geralmente causada pelo hábito de se cortar a unha do dedão em formato arredondado, além de ser costume de muitas pedicures "cutucar" as bordas da unha, com o objetivo de deixá-la ainda mais arredondada. Isto acaba provocando uma irritação na borda da pele que faz contato com a unha, inchaço local e condições para o crescimento de bactérias, o que caracteriza uma infecção, que por vezes pode ser muito intensa. A conduta para este diagnóstico não é de retirar a unha, mas tratar a infecção e fazer uma pequena cirurgia que retira a borda da unha que está ferindo a pele, parte da matriz (origem) da unha para que ela fique um pouco mais estreita e, por fim, conscientizar a paciente de que a unha dos pés deve ser sempre cortada em formato quadrangular.