ve
um respeitado grupo de jornalistas e articulistas que,
além de somente transmitir as notícias,
eles incluem em suas dissertações sobre
as matérias um conteúdo de análises
e comparações que levam os leitores mais
interessados à reflexão de seus conteúdos.
Comentários sobre economia e imperalismo nos remetem
ao passado. Ao tempo da guerra fria. De um lado, os americanos,
tidos e havidos como imperalistas. Do outro, a ex -URSS
– União das Repúblicas Socialistas
Soviéticas, na sigla deles CCCP. No fundo, as duas
potências disputavam a hegemonia em todos os aspectos
da vida das pessoas. Eram os artefatos de guerra. Eram
os atletas nas olimpíadas. Recordo-me até
da famosa frase de que a “Rússia” conseguia
colocar um homem no espaço, entretanto não
era capaz de fazer um liquidificador com qualidade. É
só lembrar, quando Collor falou que nossos carros
eram carroças, foi preciso conviver com os Ladas
produzidos por aquelas bandas.
Mas a conversa aqui tem a ver com economia-produção,
imperalismo-domínio e imprensa-liberdade. Já
faz parte das discussões o cerceamento da liberdade
de imprensa pelas bandas da América Latina. Os
casos recentes se agravam: Venezuela, Argentina, Bolívia,
Peru e agora Honduras. Tudo isso tem como elemento propulsor
nosso amigo Hugo Chaves. Nosso amigo, pois quem é
amigo do meu chefe é meu amigo também. Não,
eu particularmente não autorizo esta analogia.
Mas, enfim, sabe-se das trapalhadas que ocorreram recentemente
com
los otros hermanos. Agora vem a “mais
melhor”. Estamos numa sinuca. O Chaves deve ter
levado a “equipe” do Zelaya para o território
brasileiro em Tegucigalpa. Mel Zelaya, como é chamado,
chegou e entrou. Cortaram a luz, a água, a comunicação,
os suprimentos. Aí vêm os conselhos: não
apareça na sacada. Não faça declarações.
A comunidade internacional reage e não aceita o
governo golpista. O Brasil impera na ação.
É o protagonista maior. Emissoras de TV e rádio
são interditadas. Jornalista cujo país não
reconheceu o novo presidente não entra. É
uma guerra que tem como partida os dólares do petróleo.
Tem em contrapartida o tráfico de drogas, que segundo
Zelaya, matava 12 pessoas por dia numa população
de sete milhões de habitantes.
Vejam só: produção, economia, domínio,
imperalismo, imprensa e liberdade. Como estas coisas têm
um paralelismo incrível. Faz crer que tudo não
passa de um enorme jogo de interesses no qual as verdades
são acobertadas pelas veleidades. Que a sorte apadrinhe
os que dela necessitam e que os acontecimentos se resolvam
o mais rápido possível dentro do bom senso.
E que o “Mel” do Zelaya contribua para adoçar
a problemática, pois, se assim não for,
poderá azedar a situação e certamente
faltará açúcar para acalmar os contendores.
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