Economia x Imperalismo

Você costuma ler jornais? Jornais como o Estadão, Folha, Jornal do Brasil entre outros. Você assiste aos jornais da televisão? Aqueles que são transmitidos perto ou depois da meia noite? Também aqueles das TVs pagas ou programas como o Roda Viva?

Você ouve rádio? Normalmente os que ouvem rádio o fazem dentro de seus veículos nos trajetos casa-trabalho e mesmo no trabalho pura e simplesmente, já que trânsito no mundo todo é coisa para maluco e, aqui entre nós, a situação foi pra lá de Bagdá. Passou dos limites da compreensão e do tolerável. Bem, a maioria das matérias desses noticiários envol-
 
ve um respeitado grupo de jornalistas e articulistas que, além de somente transmitir as notícias, eles incluem em suas dissertações sobre as matérias um conteúdo de análises e comparações que levam os leitores mais interessados à reflexão de seus conteúdos.

Comentários sobre economia e imperalismo nos remetem ao passado. Ao tempo da guerra fria. De um lado, os americanos, tidos e havidos como imperalistas. Do outro, a ex -URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, na sigla deles CCCP. No fundo, as duas potências disputavam a hegemonia em todos os aspectos da vida das pessoas. Eram os artefatos de guerra. Eram os atletas nas olimpíadas. Recordo-me até da famosa frase de que a “Rússia” conseguia colocar um homem no espaço, entretanto não era capaz de fazer um liquidificador com qualidade. É só lembrar, quando Collor falou que nossos carros eram carroças, foi preciso conviver com os Ladas produzidos por aquelas bandas.

Mas a conversa aqui tem a ver com economia-produção, imperalismo-domínio e imprensa-liberdade. Já faz parte das discussões o cerceamento da liberdade de imprensa pelas bandas da América Latina. Os casos recentes se agravam: Venezuela, Argentina, Bolívia, Peru e agora Honduras. Tudo isso tem como elemento propulsor nosso amigo Hugo Chaves. Nosso amigo, pois quem é amigo do meu chefe é meu amigo também. Não, eu particularmente não autorizo esta analogia. Mas, enfim, sabe-se das trapalhadas que ocorreram recentemente com los otros hermanos. Agora vem a “mais melhor”. Estamos numa sinuca. O Chaves deve ter levado a “equipe” do Zelaya para o território brasileiro em Tegucigalpa. Mel Zelaya, como é chamado, chegou e entrou. Cortaram a luz, a água, a comunicação, os suprimentos. Aí vêm os conselhos: não apareça na sacada. Não faça declarações. A comunidade internacional reage e não aceita o governo golpista. O Brasil impera na ação. É o protagonista maior. Emissoras de TV e rádio são interditadas. Jornalista cujo país não reconheceu o novo presidente não entra. É uma guerra que tem como partida os dólares do petróleo. Tem em contrapartida o tráfico de drogas, que segundo Zelaya, matava 12 pessoas por dia numa população de sete milhões de habitantes.

Vejam só: produção, economia, domínio, imperalismo, imprensa e liberdade. Como estas coisas têm um paralelismo incrível. Faz crer que tudo não passa de um enorme jogo de interesses no qual as verdades são acobertadas pelas veleidades. Que a sorte apadrinhe os que dela necessitam e que os acontecimentos se resolvam o mais rápido possível dentro do bom senso. E que o “Mel” do Zelaya contribua para adoçar a problemática, pois, se assim não for, poderá azedar a situação e certamente faltará açúcar para acalmar os contendores.


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