Economia, política e religião

Quando assumi a presidência da Associação Comercial e Industrial de Barueri - Acib, em janeiro de 2004, dizia que, estar à frente de uma entidade como ela, era motivo de orgulho e satisfação, sem perder de vista a responsabilidade que o cargo representava. Fazer da entidade uma autêntica representante do empresariado era a tarefa que se apresentava como a mais complexa, mesmo porque, o que é exatamente ser representativo? Se para os iniciantes pode parecer um cargo decorativo, para uma equipe comprometida é assumir compromissos com o trabalho, com a geração de renda, com a qualidade de vida dos envolvidos, etc.
 
 
Tive e tenho a sorte e o privilégio de contar com o concurso de pessoas que compartilham de ideais comunitários e têm na brasilidade a preocupação maior pelo estado de insegurança, sob todos os aspectos, a que a Nação está submetida. Estas pessoas, hoje, extrapolam os quadros e os limites da associação e atingem a todos os cantos de nossa Barueri.

Os assuntos que defendemos e os serviços que prestamos; nas atividades que participamos, sempre temos encontrado o melhor respaldo pelas nossas convicções. Os empresários responsáveis pelo progresso da nação, e contribuintes do famigerado custo Brasil, infelizmente são tão-somente coadjuvantes desse aludido progresso. Os atores principais são exatamente atores. Representam interesses difusos que não comungam com os da maioria.

Países, outros, passam à nossa frente na educação, tecnologia, responsabilidade social e por aí vai. Compramos um automóvel, pagamos dois e levamos um. Pagamos a mais alta taxa de juros do mundo. Também uma das mais caras gasolinas do mundo. E somos auto-suficientes em petróleo e temos energia renovável: hidroelétrica e álcool. Alguma coisa não está certa nesta equação. E, para entender esta inequação, há de se convir que outros elementos (variáveis) têm que ser adicionados para que as regras sejam definidas e traduzidas em resultados mais abrangentes e que não permaneçam no privilégio dos poucos.

Uma nação não tem donos, assim como um estado, uma cidade, uma associação. Donos, gestores, são todos aqueles que compartilham os mesmos ideais e se submetem às mesmas prerrogativas. Os que assim não pensam tenho-os na conta dos impostores. Mantêm-se no limite do alcance de suas mãos e cerram a visão além de uns poucos passos. Enganam a muitos como se pensassem que enganam a todos. Fazem dos momentos como se fossem eternos. Socorrem-se de Deus, como se Ele fosse parceiro dos desmandos.

É..., não é fácil ser Presidente...

Muitas das vezes temos que falar pelos mudos.


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