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Geralmente, Atlas é retratado sustentando um globo sobre os ombros. Esse fardo foi temporariamente aliviado por Héracles (Hércules) durante um de seus 12 trabalhos, mas Atlas foi enganado e voltou a carregar os céus sobre os ombros.

“A coisa vai ficar pior, antes de melhorar”

O contexto desta frase tem como responsável, exatamente, o homem que em 20 de janeiro passado assumiu o maior dos maiores passivos da terra, ou seja, tomar conta da maior potência econômica e todas as situações decorrentes dessa supremacia - Barack Hussein Obama. Herdar uma economia em recessão; a responsabilidade moral e material de uma guerra no Iraque e outra no Afeganistão; com quebras no sistema financeiro; no sistema imobiliário e na indústria automobilística; com uma perda das mais significativas no nível de emprego... É, sem dúvida, a responsabilidade das responsabilidades. Quanta confiança depositada numa pessoa!

Absolutamente a mais entusiasmada eleição de um presidente na face da terra. As manifestações de apoio surgiram de todos os cantos e ecoaram por todos os cantos. As esperanças foram e continuam fazendo parte das pessoas. Nunca um dia foi esperado com tanta ansiedade pelos homens como foi o dia da posse de Obama. Um nome que hoje é tão familiar que nos dá a impressão de conhecer-
mos já há muito tempo o atlético advogado, sua esposa Michelle, assim como a Malia e a Sasha, filhas do simpático casal. Até aí tudo muito romântico, moderno e bonito. Mas, reparar os desatinos cometidos pelos espertos; recalcular o balanço das falcatruas; tirar dinheiro de quem levou demais, e colocar a economia nos trilhos..., seria tarefa para Atlas, aquele que na mitologia carregava o mundo nas costas. Obama não é o Atlas cheio de energia física para levar nas costas o mundo. Mas demonstrou ter energia necessária e suficiente para levar a cabo uma campanha do tamanho da americana num crescente de sucesso até a vitória consagradora.

A seguir, algumas mais recentes tomadas de decisão e também estatísticas de desempenho aqui no Brasil e lá fora.

Como diz o texto que o fardo de Atlas foi aliviado temporariamente por Hércules, esperemos que Obama seja, não só compreendido, mas e, principalmente, não seja enganado por algum Hércules. Aí pouca gente vai agüentar.


* A produção física de minério de ferro da Vale (Brasil) caiu 26,3% no quarto trimestre de 2008, em relação ao trimestre anterior, e baixou 21% comparado ao mesmo período de 2007.

* De acordo com dados publicados pelo Departamento de Estatística da China, o PIB do país cresceu 9% em 2008, frente uma aceleração de 13% em 2007. O crescimento econômico no ano passado foi o menor registrado no país desde o ano de 2001, quando o PIB chinês cresceu 8,3%, e finda um período de 5 anos de aceleração da economia com 2 dígitos. Esse resultado é consequência de um crescimento de 6,8% no 4º trimestre do ano passado, na comparação com o mesmo período de 2007.

* A forte queda na taxa de crescimento do PIB chinês em 2008 se deve principalmente aos impactos da crise financeira sobre os EUA, União Europeia e Japão, grandes importadores de produtos chineses. Dadas as projeções de crescimento econômico das principais economias do mundo para 2009, a tendência é que o PIB chinês cresça menos que o percentual observado em 2008. A consequência natural para o Brasil será uma queda das exportações para a China.

* O Banco Central do Japão anunciou, no último dia 22, que o Comitê de Política Monetária do País decidiu, de forma unânime, pela manutenção da taxa básica de juros em 0,1%. Esta decisão vem após um corte de 0,2 ponto percentual na taxa realizado em dezembro de 2008. Também foi anunciado pelo BC japonês um novo pacote de medidas, de até US$ 33,7 bilhões, que busca reaquecer o mercado de crédito no País.

* Os juros nos Estados Unidos estão em 0%.

* O Compom baixou a taxa Celic para 12,75%.

* Inadimplência de empresas tem a maior alta desde 1999, segundo a Serasa.

* Como resultado da crise econômica mundial, as encomendas às indústrias européias sofreram mais uma forte retração. Na Zona do Euro (16 países) a queda mensal foi de 4,5% em novembro, e já havia sido de 5,7% em outubro. Na comparação com novembro de 2007, a queda nas encomendas foi de 26,2%. Já na União Européia (27 países), a retração mensal foi de 3,9% em novembro, após um decréscimo de 6,6% em outubro. Na comparação com novembro de 2007, as encomendas caíram 25,4%.



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