No
início de 1970, o FDA (Food and Drug Administration,
em português, Agência Norte-Americana para
os Medicamentos e Alimentos) proibiu a distribuição
e venda de filhotes de tartarugas com cascos de quatro
polegadas de comprimento ou menores, depois que 250.000
crianças pequenas apresentaram salmonelose associada
com tartarugas. A agência acreditou que as tartarugas
de tamanho superior a quatro polegadas não representaram
a mesma ameaça porque as crianças, provavelmente,
não tentariam colocá-las na boca. O Center
for Disease Control (CDC) estimou que, em 1973, tartarugas
domésticas foram responsáveis por 14 por
cento das enfermidades causadas por salmonella
nos Estados Unidos.
Mas a proibição imposta pelo FDA permite
algumas exceções. As tartarugas ainda podem
ser exportadas para outros países e vendidas para
pesquisadores com finalidades científicas, educacionais
e propósitos de exibição. A venda
de tartarugas em lojas com animais de estimação
não é considerada um bom propósito.
Janet McDonald, uma especialista em negócios públicos
com escritório do FDA, em São Francisco,
acredita que este assunto sobre tartarugas seja tão
antigo que as pessoas esqueceram que ainda é ilegal
nos Estados Unidos.
“Nós ainda estamos observando a venda de
filhotes de tartarugas e de iguanas em mercados e feiras
de rua. Os donos precisam estar cientes que estes animais
domésticos podem transmitir doença, particularmente
para crianças muito jovens, por seu costume de
levar a mão à boca”, ela disse. “A
venda de répteis está definitivamente em
alta”.
Darrell Lee, um perito de computadores do FDA que trabalha
com McDonald, em visita recente em Oakland’s Chinatown
observou, em primeira mão, que a venda de filhotes
de tartarugas é "um negócio muito promissor".
De acordo com Lee, crianças estavam vendendo cinco
tartarugas e suas gaiolas a cada 15 minutos.
“Era como uma venda ‘de canto de rua’,
geradora de um lucro enorme”, Lee recordou. “Crianças
vendendo tartarugas para outras brincarem sem que houvesse
adultos por perto”.
Atualmente acredita-se que a educação das
pessoas, em vez de regularizar a comercialização
de répteis, seria mais efetiva para controlar a
expansão da infecção por salmonella.
De acordo com vários departamentos de saúde
oficial, existe um considerável esforço
para orientar pediatras, hospitais, clínicas, donos
de pet shop neste sentido. Desde que os répteis
e seu ambiente sejam mantidos limpos, e a pessoa que os
manipula tenha cuidados com a higiene das mãos,
serão minimizados os riscos de infecção
com salmonella.
Seja sensato
Salmonelose, de qualquer fonte, não é
uma doença para ser desprezada. A decisão
de adquirir um iguana ou outro réptil como animal
de estimação para manter contato com os
membros de sua família exige que antes se leve
em consideração a idade e estado de saúde
destes membros, segundo Dr. Douglas R. Mader. Então,
se você decidir ir em frente, providencie constante
e meticulosamente as práticas higiênicas
citadas.
Crianças fazem parte do grupo de risco, na associação
de salmoneloses com répteis e suas complicações.
Répteis não podem conviver em residências
onde os membros familiares tenham alto risco para adquirir
salmonelose associada a réptil e suas severas complicações.
Répteis não devem ser criados e acariciados
em casas onde existam membros familiares com idade inferior
a cinco anos, pois aumenta o risco de infecção.
Para pôr em perspectiva o problema de infecção
por salmonella, o Dr. Mader afirma que, se a
boa higiene é praticada, veterinários, pessoal
de apoio das clínicas, e donos de répteis
apresentam risco maior de contrair salmoneloses pela manipulação
de aves (galinha, frangos, perus, patos, entre outros)
cruas do que pelos répteis.
Cuidados a serem tomados com os répteis
Segundo o “FDA Consumer magazine –
Nov./Dec. 1997”, se você optar por ter um
destes animais, as seguintes normas devem ser seguidas:
- nunca coma ou ponha qualquer coisa em sua boca durante
ou depois da manipulação de seus animais;
- nunca limpe gaiolas na cozinha ou em qualquer lugar
em que você prepare comida para consumo humano;
- sempre lave suas mãos com um sabão com
características antissépticas depois de
manipular seus animais. Lavar com água, simplesmente,
não é efetivo para eliminar salmonella;
- não permita manipulação de répteis
por crianças abaixo de 12 anos, sem supervisão;
- não manipule répteis com cortes abertos
ou feridas, a menos que eles sejam bem cobertos com bandagens.
Nestes casos, as luvas de borracha estão bem recomendadas;
- não use pias da cozinha, banheiras, ou chuveiro
para limpar répteis ou suas gaiolas, a menos que
você depois desinfete completamente estes locais
com um produto contendo alvejante à base de cloro;
- os répteis não são uma boa escolha
para ser importados;
- busque os cuidados de um veterinário com conhecimentos
em répteis para obter exames fecais regulares e
recomendações de dieta.
Taxas de infecção por salmonella
Tartarugas - 85%
Serpentes - 92%
Lagartos - 77%
Importante!
Nunca abandone animais de estimação. Todos
os animais possuem sentimentos e merecem nosso amor e
respeito.
|