Como
as pessoas são infectadas por ela?
A transmissão do vírus Influenza A (H1N1),
da gripe suína, ocorre de pessoa para pessoa. Como
em uma gripe comum, o vírus é transmitido
por meio do espirro, da tosse ou após o contato
com a secreção respiratória de uma
pessoa infectada.
Qual é a letalidade do vírus?
Análises preliminares do vírus causador
da gripe suína, o H1N1, sugerem que se trata de
uma linhagem menos agressiva, segundo cientistas. Especialistas
acreditam que seria necessária uma nova mutação
para que o H1N1 causasse a alta taxa de mortalidade que
alguns previam. No entanto, até agora é
impossível prever com precisão como a doença
vai evoluir e qual a sua taxa de mortalidade. Como muitos
casos suspeitos ainda precisam ser confirmados por exames
laboratoriais, ainda não se sabe ao certo o número
exato de vítimas da gripe suína. Segundo
especialistas, serão necessárias semanas
ou até meses de análises biológicas
até que se possa conhecer o potencial de letalidade
do vírus.
Que países já foram afetados pela doença?
A gripe suína não é uma doença
de notificação obrigatória sob as
normas da Organização Mundial da Saúde
Animal (
www.oie.int),
portanto, sua distribuição internacional
não é bem conhecida. A doença é
considerada endêmica nos Estados Unidos. Surtos
entre porcos também já aconteceram na América
do Norte e do Sul, Europa (incluindo Reino Unido, Suécia
e Itália), África (Quênia) e em certas
porções do leste asiático, entre
as quais China e Japão.
Que remédios estão disponíveis para
tratamento?
Remédios antivirais para gripe sazonal estão
disponíveis em alguns países e previnem
e tratam a doença de maneira efetiva. Existem duas
classes de medicamentos como esses: os adamantanes (amantadine
e remantadine) e os inibidores da neuraminidase da gripe
(oseltamivir e zanamivir).
Como devemos proceder com medicamentos?
NUNCA se automedique ou proceda ao seu próprio
diagnóstico. Sempre procure um médico para
recomendar medicamentos.
O uso de máscaras é eficaz?
Procure usar somente se vai estar a menos de 1 metro de
uma pessoa infectada e cobrindo totalmente boca e nariz.
Troque sempre que a máscara estiver umedecida e
evite ficar tocando com as mãos. Para as pessoas
adoentadas é recomendável usar máscara
ou papel toalha (lenços de papel).
É seguro comer carne de porco e derivados?
Sim. Não existem indicações de que
a gripe suína seja transmissível a pessoas
que consumam carne de porco devidamente manuseada e preparada,
ou outros derivados de carne de porco. O vírus
da gripe suína é morto pelas temperaturas
normais de cozimento, da ordem de 70 graus, que correspondem
à orientação normal quanto ao preparo
de carnes, de porco ou outras.
O que devo fazer se estou em contato regular com porcos?
Ainda que não existam claras indicações
de que os casos humanos atuais de infecção
por gripe suína estejam relacionados a eventos
de doenças assemelhadas à gripe em porcos,
seria aconselhável minimizar o contato com porcos
doentes e reportar esses animais às autoridades
de saúde relevantes.
A maior parte das pessoas é infectada por meio
de contato prolongado e próximo com porcos infectados.
Boas práticas higiênicas são essenciais
em todos os contatos com animais e especialmente importantes
durante o abate e manuseio pós-abate, a fim de
impedir exposição a agentes patológicos.
Animais doentes ou animais que morreram de doenças
não devem ser submetidos a procedimentos de abate.
As recomendações das autoridades nacionais
de saúde devem ser seguidas.
Não há prova de que a gripe suína
seja transmissível a pessoas que comam carne de
porco e outros derivados porcinos devidamente manuseados
e preparados. O vírus da gripe suína é
morto por temperaturas de cozimento da ordem de 70 graus,
que correspondem aos métodos normais de cozinhar
carnes, de porco e outras.
Como posso me proteger contra infecção por
gripe suína devido a contato com pessoas contaminadas?
No passado, as infecções humanas por gripe
suína eram, em geral, amenas, mas se sabe que elas
já causaram diversas doenças, como a pneumonia.
Para os atuais surtos nos Estados Unidos e México,
porém, o quadro clínico se provou diferente.
Nenhum dos casos confirmados nos Estados Unidos sofria
da forma severa da doença e os pacientes se recuperaram
dela sem recorrer a cuidados médicos. No México,
alguns pacientes supostamente sofrem da variedade severa
da doença.