Não faça papelão na hora de comprar alimentos ensacados!
     
 
Você sabia que o simples ato de comprar pães em uma padaria pode esconder alguns perigos para a saúde que, de modo geral, nos passam totalmente despercebidos? A nossa preocupação está sempre voltada mais para a qualidade do produto que estamos comprando como:
 
- se o pão está fresco;
- se o sabor é bom;
- se a quantidade é o suficiente;
- entre outros pontos.

Mas, raramente nos preocupamos com o PAPEL da embalagem destes pães. Na maioria das vezes, os pães são embrulhados ou colocados em saquinhos de papel kraft, que podem ser brancos ou pardos, mas não nos preocupamos se aquele papel mantém a qualidade do produto adquirido ou se foi fabricado de modo correto e legal.

Se um produto nos fizer mal ou ocasionar alguma doença, dificilmente sua embalagem nos levantará alguma suspeita ou nos direcionaremos a ela como possível causadora. Raramente nos questionamos se a embalagem é adequada e indicada para o contato com alimentos.

ssss
Você sabia que existem Resoluções e Portarias relacionadas a garantir a qualidade das embalagens? Vejamos:

Resolução RDC n.º 130, de 10 de maio de 2002
(D.O.U. de 13/05/2002),
e

Portaria n º 177, de 4 de março de 1999
(DOU. DE 08/03/1999)

>> Alterada pela a Resolução - RDC nº 130, de 10 de maio de 2002
Regulamento Técnico “Disposições Gerais Para Embalagens e Equipamentos Celulósicos em Contato com Alimentos” e seus Anexos.

Esta última Portaria regulamenta, principalmente, o que se refere à constituição das embalagens, como:

1. Matérias-primas fibrosas:

1.1 Fibras celulósicas de primeiro uso, naturais (pasta celulósica química, mecânica, semi-química, químio-termomecânica, termomecânica e químio-mecânica, branqueadas, semi-branqueadas ou não branqueadas) ou artificiais. Admite-se o emprego de antraquinona, desde que não exceda a 30 mg/kg no produto final (calculado na base seca).

1.2 Fibras sintéticas de primeiro uso: devem cumprir com as Listas Positivas de Polímeros e Resinas e de Aditivos para embalagens e equipamentos plásticos em contato com alimentos.

1.3 Fibras celulósicas provenientes de material reprocessado dentro da produção industrial de embalagens e equipamentos celulósicos destinados a entrar em contato com alimentos.

1.4 Fibras celulósicas provenientes de material reciclado, que cumpram com as exigências descritas no Regulamento Técnico sobre Fibras Celulósicas provenientes de Material Reciclado.

Estas necessidades estão voltadas principalmente à possibilidade de migração de substância tóxicas da embalagem para os alimentos. Esta migração seria a transferência de elementos tóxicos que poderiam fazer parte da constituição da embalagem e que acabariam contaminando os alimentos, tendo em vista o contato entre eles.
     
 
Bom, você deve estar pensando: E agora, vou ter que fazer um curso de química ou virar Ph D. para ir à padaria?

Nada disto! Basta olhar o papel do saquinho que o seu alimento está embalado, ver se apresenta uma indicação que este produto foi avaliado por um Instituto competente, como por exemplo, o Instituto Adolfo Lutz.

A análise em um laboratório como o do Instituto Adolfo Lutz considera quatro aspectos básicos para avaliar se o papel é adequado para contato com alimentos: migração global, caracteres organolépticos, arsênio e metais pesados. A certificação do Instituto garante

que os alimentos embalados com esse papel não sofrerão nenhum tipo de alteração. Mais do que uma garantia, o Selo fornece uma segurança adicional ao usuário – seja ele a indústria ou o próprio consumidor final. A análise do Instituto toma como referência a Portaria 177/99 da Secretaria de Vigilância Sanitária - Anvisa, órgão credenciado que estabelece parâmetros para embalagens celulósicas que irão entrar em contato com produtos alimentícios.

Como se pode ver, é fácil: basta deixar que os órgãos de fiscalização e regulamentação se preocupem com a parte técnica e nós nos preocuparemos apenas com a observação de indicações destas avaliações como, por exemplo, o Selo de Certificação do Papel e só aceitaremos produtos em embalagens que tenham esse certificado.