A
Porta
Primeira obra de Flávia Cristina
Simonelli, pedagoga curativa e moradora de Alphaville
há 15 anos, busca resgatar o verdadeiro sentido
da vida |
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O recém-lançado livro A
Porta, é uma história em que
a personagem Taís, cujo nome pesquisado pela
autora significa "aquela que deve ser contemplada",
é uma mulher que percebe a ausência
da essência humana diante do tumulto da modernidade,
em que tudo deve ser rápido, descartável,
prático, numa roda de consumo infindável,
fazendo-nos ter a sensação de que
o tempo voa e o vazio interior jamais é preenchido.
“Ela tenta resgatar o verdadeiro sentido da
vida, das festas cristãs..., afinal, se as
comemoramos, por que não conhecemos o seu
verdadeiro significado? Taís sai em busca
de respostas e encontra o tempo interno, o tempo
presente, no qual vive a liberdade e a eternidade”,
explica Flávia Cristina.
A história é narrada
de um ponto de vista feminino em que outras personagens
mulheres revelam-se em sensibilidade e sabedoria.
No entanto, tão importante quanto Taís,
é Gabriel, o homem que chama sua atenção,
pois, embora seus pés estivessem firmes,
pregados ao chão, sua cabeça parecia
tocar as estrelas. |
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Flávia
Cristina começou a escrever o primeiro
capítulo em 2001, mas sabia que tinha algo
a ser escrito, uma história que ainda permanecia
calada, e não conseguia evocar suas imagens,
vislumbrar seu caminho. Foi quando buscou um caminho
interior, pois muitas questões sobre a
vida, os valores do nosso tempo, começaram
a surgir. “Comecei a ler mitologia, psicologia,
sobretudo Jung, eu queria ter algumas respostas
sobre o ser humano, nosso caminho, quem somos?
Para onde vamos? Um dia, conheci uma obra de Rudolf
Steiner e todo aquele conteúdo, no início
difícil, foi fazendo sentido para mim.
Comecei a fazer a formação em Pedagogia
Curativa e Terapia Social, conheci pessoas na
antroposofia que tinham a mesma busca. Esse caminho
de conhecimento foi o que me impulsionou a retomar
a história que eu havia iniciado anos atrás.
Então, tudo fluiu. Os personagens foram
construídos a partir de diálogos
e de verdadeiros encontros”, revela a autora.
Para ela, escrever é uma forma de se expressar,
embora as histórias se formem em imagens
e fantasias, são conteúdos que encontram
uma maneira de ir para o mundo. “Escrever
é encontrar-se com o outro, mesmo que a
leitura se dê numa grande distância
de tempo. O leitor é aquele que ressuscita
as palavras que ficariam adormecidas num livro
fechado. O leitor dá novamente vida aos
personagens a cada leitura. Assim, escrever é
uma parte que se completa ao se encontrar com
aquele que lê. Essa é a beleza da
escrita. Um diálogo silencioso, mas verdadeiro,
profundo, sem pressa para começar, nem
para acabar”, diz Flávia Cristina,
que já começou a escrever o seu
segundo romance.
O livro A Porta pode
ser encontrado na Livraria Cultura, Livraria da
Vila, Saraiva, Livraria Antroposófica e
na Livraria da Travessa, no Rio de Janeiro. Preço
sugerido: R$ 37,00.
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