A arte Ikebana ensina como admirar cada aspecto da natureza.
De todas as artes tradicionais japonesas, talvez a mais conhecida e intensamente praticada nos dias de hoje seja a ikebana, a arte de arranjos florais. No ocidente, os arranjos são estimados pela quantidade e colorido das flores e recebem mais atenção na beleza das pétalas. No oriente, os japoneses prezam não só pela flor num arranjo, mas também pelo caule a pelas folhas que se organizam para ressaltar as formas lineares. A arte Ikebana foi desenvolvida de modo a incluir o vaso, caules, folhas e ramos, além das flores.
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Os arranjos de ikebana são em geral baseados em
três pontos principais: o céu, a terra e
a humanidade. É a criatividade humana trabalhando
com materiais naturais. O estilo de vida do povo japonês
sempre esteve intimamente ligado à natureza e isso,
com certeza, em muito contribuiu para um rápido
e firme desenvolvimento da ikebana. Essa arte tornou-se
extremamente popular na decoração de ambientes,
de festas, casamentos, desfiles de moda e shows.
A designer floral Tais Saviano estuda essa arte há
6 anos, e faz parte da Ikebana Sogetsu,
escola que preza a realização da Ikebana
por qualquer indivíduo, em qualquer lugar e com
qualquer material. O interesse por esses arranjos surgiu
pelo encanto das flores. Para a designer, essa expressão
artística tri-dimensional se ajusta no ambiente
e muda todo seu significado, unindo as culturas do oriente
e do ocidente. Para mim, Ikebana representa a fusão
dos elementos naturais com as mãos e a mente humana
compondo trabalhos artísticos pela sensibilidade,
emoção e prazer, diz Tais.
Galhos de cerejeira proporcionam altura, folhas criam
profundidade, hastes floridas assentam o arranjo. A leveza,
por sua vez, fica por conta dos galhos secos de vime chorão,
criando maior interesse, movimento e largura no arranjo.
Tudo criado em nome da harmonia e da beleza.
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